Contendo os princípios da Doutrina Espírita sobre a imortalidade da alma, a natureza dos Espíritos e suas relações com os homens, as leis morais, a vida presente, a vida futura e o porvir da Humanidade (Segundo o ensinamento dos Espíritos superiores, através de diversos médiuns, recebidos e ordenados por Allan Kardec)
Livro Primeiro: As Causas Primárias Em Louvor ao Capítulo III Cap. III - Criação
“Terra - Benção Divina”
“Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê, não pereça, mas tenha vida eterna – Jesus”. (João - 3: 16) Não amaldiçoes o mundo que te acolhe. Nele encontrarás a Benção Divina, envolvente e incessante, nas bênçãos que te rodeiam. O regaço materno... O refúgio do corpo... O calor do berço... O conforto do lar... O privilégio da oração... O apoio do alfabeto... A luz do conhecimento... A alegria do trabalho... A riqueza da experiência... O amparo das afeições... Do mundo recebes o pão que te alimenta e o fio que te veste. No mundo respiram os heróis do teu ideal, os santos da tua fé, os apóstolos de tua inspiração e as inteligências que te traçaram roteiro. O Criador não no-lo ofertou por exílio ou prisão, mas por escola e generativa e abrigo santo, qual divino jardim a pleno céu, esmaltado de sol durante o dia, e envolvido de estrelas, durante a noite. Se algo nele existe que o tisna de lágrimas e empesta de inquietação, é a dor dos nossos erros... Não te faças, assim, causa do mal no mundo, que, em todas as expressões essenciais, consubstancia o Bem Maior em si mesmo. Lembra-te de que... “Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”.
Xavier, /F.C. – pelo Espírito Emmanuel - Palavras de Vida Eterna – lição 60
Criação – Encerramento
Através dos estudos desse capítulo III – “Criação”, destacou-se a harmonia do Universo, que, em constante aperfeiçoamento, oferece ao homem, todos os meios de que necessita, a fim de que, seu objetivo de existência - a perfeição – seja alcançado. Ainda, dá-lhe noção, perspectiva, esclarece-o em relação à sua função no mundo, como zelador, implementador e criador na “Casa do Pai”, onde encontra condições para expor sua realidade íntima, real exteriorizadas por sua postura ética ou não, diante da vida, nos atos que pratica, nas decisões que arbitra. Desse modo, o mundo, o Universo, especificamente a terra, se pontua como ambiente importante, adequado ao processo pessoal de desenvolvimento das potencialidades, no atual estágio evolutivo que nos caracteriza. Ideias como “vale de lágrimas”, “o mundo é mau”, “é melhor afastar-se dele”, e outras apreciações de idêntico teor falam de concepções imaturas, de fuga ao papel que cabe a cada um desempenhar. O mundo, a Terra é como campo de crescimento. Oferece-nos todos os materiais de que cada um necessita, para construir-se ou reconstruir-se, saindo dos impulsos primevos para alçar-se a ser civilizado, isto é, totalmente educado. Mas, nesse processo erra-se. Como fazer? São esses enganos úteis e necessários, pois evidenciam os pontos fracos a serem retomados, fortalecidos, direcionados sob novas metas que a experiência do erro, trouxe à tona. A ascensão é lenta, mas configura-se como um trabalho de atencioso amor do ser para consigo, por amor a seu semelhante e ao meio que o acolhe. A Doutrina Espírita, pelos raciocínios que aclarando dão finalidade ao existir, leva a uma quase veneração pelo meio que nos acolhe; respeito à nossa morada, zelo e dignidade pois nela abre-se o campo para que desgastando passado, em meio às tantas bênçãos, construa-se o futuro. E é função de cada habitante, educar-se, construir-se ou reconstruir-se nessa dignidade de seres espirituais que somos, para que através desse trabalho pessoal, o somatório dos “eus”, construa a sociedade justa, na qual a fraternidade seja a lei maior nos relacionamentos e opções. Desse modo, ou nesse entender, abandona-se a ideia de que o mundo é mau, para entender que ele apenas reflete o estágio evolutivo dos seus componentes, ainda não despertos para entender que a elevação do planeta, depende do crescimento moral de cada um. O conhecimento que o estudo desse capítulo propicia, convida a olhar a terra, a agir, a decidir e a escolher comportamentos melhores, tanto individual como em coletividade. Inserindo-se na consciência a benção que representa a Terra, o cuidado que espera de cada um, para com aspectos até aparentemente insignificantes da Natureza, o papel que a cada encarnado cabe representar consigo e nos relacionamentos vários, certamente, estar-se-á caminhando para o mundo de paz, fraternidade e amor que todos almejamos.
Leda Marques Bighetti Fevereiro / 2012 |