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O Evangelho Segundo o Espiritismo  |  Muitos os chamados e poucos os escolhidos   |  Capítulo XVIII : ITEM 3, 4 e 5   |  11/06/2015
A PORTA ESTREITA

169 – O EVANGEHO SEGUNDO O ESPIRITISMO – ALLAN KARDEC

CAPÍTULO XVIII – MUITOS OS CHAMADOS E POUCOS ESCOLHIDOS

ITENS 3, 4 e 5: A PORTA ESTREITA

 

“Entrai pela porta estreita, porque larga é a porta, e espaçoso o caminho que leva à perdição, e muitos são os que entram por ela. Que estreita é a porta, e que apertado o caminho que leva para a vida, e que poucos são os que acertam com ela!“ (Mateus, VII:1 3 e 14)

“E perguntou-lhe alguém: Senhor, são poucos, então, os que se salvam? E ele lhe disse: Porfiai por entrar pela porta estreita, porque vos digo que muitos procurarão entrar e não o  poderão.

E quando o pai de família tiver entrado e fechado a porta, vós estareis de fora, e começareis a bater à porta, dizendo: Abre-nos, Senhor! E ele vos responderá, dizendo: Não sei de onde sois. Então começareis a dizer: Nós somos aqueles que, em tua presença, comemos e bebemos, e a quem ensinaste nas nossas praças.

E ele vos responderá: Não sei de onde sois; apartai-vos de mim, todos os que obrais a iniquidade. Ali será o choro e o ranger de dentes, quando virdes que Abraão, Isaac e Jacó, e todos os profetas, estão no Reino de Deus, e que vós ficais fora dele, excluídos.

E virão do Oriente e do ocidente, e do Setentrião e do Meio-Dia, muitos se sentarão à mesa do Reino de Deus. E então, os que são os últimos serão os primeiros, e os que são os primeiros serão os últimos.” ( Lucas, XIII: 23 a 30 )

 

Se entendermos essas alegorias de Jesus ao pé da letra, esse Deus, apresentado como “o pai de família” não se enquadra no Deus-Pai, no Deus-Amor, trazido pelo próprio Jesus.

O contexto geral dos ensinos de Jesus nos leva a compreender, nessas frases, a justiça e o amor do Pai em relação à sua criação, mostrando-nos a situação geral da atual humanidade, ainda mais próxima da animalidade do que da angelitude, pela sua imperfeição, como disse Emmanuel.

Por isso, é o homem tão atraído pelas sensações materiais, percebidas através dos sentidos físicos, confundindo as necessidades do corpo com as necessidades do Espírito, ou, iludindo-se na busca de satisfazer essas últimas, entregando-se às satisfações físicas e materiais.

Por isso também, é estreita a porta da salvação, da libertação da necessidade de permanecer na matéria, a fim de penetrar nos planos mais elevados, moradia permanente dos Espíritos que transcendem a si próprios.

 (*) A fim de chegar até ela e transpô-la, há uma longa caminhada, que exige esforço contínuo na busca de conhecimentos, reclama atenção, raciocínio, prudência, fortaleza, temperança, retidão, fé, esperança e caridade, razão pela qual  “estreita é a porta e apertada a estrada que conduz à Vida”, Vida eterna de perfeição e de felicidade.

A porta da perdição, da degradação, é larga, e espaçosa é a estrada que a ela conduz, por satisfazer a imperfeição, a imaturidade espiritual de quem não percebe as finalidades maiores do Espírito imortal viver na Terra. Nela o homem vive, percebendo, apenas, a realidade dos cinco sentidos, que o prendem, “aniquilando o Espírito que fala à consciência, adormecendo a alma que deixa de agitar a razão”

Essa estrada é a do orgulho, do egoísmo, da avareza, da luxúria, da ira, do ódio, da gula, da preguiça, da inveja, do desamor, atrasando e dificultando, pelas consequências de grandes dores e sofrimentos, a caminhada, que leva à transcendência espiritual de cada filho de Deus.

O entendimento da alma como independente do corpo é fundamental para a o esforço do homem na busca do seu aperfeiçoamento espiritual (intelectual e moral).

Enquanto entender a alma como consequência do funcionamento dos órgãos físicos, seus interesses serão os de gozar ao máximo os prazeres que a Terra lhe oferece, colocando assim sua felicidade na obtenção de tudo que lhe satisfaça seus interesses pessoais, incluindo nesses, por exemplo, a satisfação de ser reconhecido, pela sua inteligência, como um benfeitor da humanidade.

O espiritismo, todavia, vai além, com a afirmação comprovada da lei natural da reencarnação, a única que evidencia a justiça divina, pois, que dá a cada um dos seus filhos, a oportunidade de efetuar seu desenvolvimento espiritual, segundo seu livre-arbítrio, que lhe permite fazer suas escolhas no como viver, aprendendo com suas experiências, através das consequências das suas escolhas, inseridos todos também na lei de causa e efeito.

A unicidade da vida na Terra, com a alma sendo criada no início dessa vida, nas desigualdades existentes desde o nascimento, de capacidades intelectuais, de famílias, de comunidades, de diferentes oportunidades, etc., retira de Deus o atributo da Justiça, pois que trata seus filhos de modos diferentes, exigindo, todavia, que todos se tornem seguidores de Jesus, que já era puro e perfeito.

 Dá-lhes tantas dificuldades no viver, e uma porta tão estreita, que apenas poucos podem atravessar, condenando os demais a sofrimentos eternos. “Quais as faltas de que essa humanidade seria culpada, para merecer uma sorte tão triste, no presente e no futuro, se toda ela estivesse na Terra e a alma não tivesse outras existências? Por que essa porta tão estreita, que apenas a um pequeno número é dado transpor...?”

“Com a anterioridade da alma e a pluralidade dos mundos, o horizonte se alarga, iluminam-se os pontos obscuros da fé, o presente e o futuro se mostram solidários com o passado, e somente assim poderemos compreender toda a profundidade e toda a sabedoria das máximas do Cristo.”

Compreende-se então, que esse estado da humanidade da Terra será alterado, quando o caminho do bem for o mais frequentado, tornando o homem capaz de completar seu desenvolvimento com prazer e segurança, sem tantos sofrimentos e desequilíbrios, porque, então, entende as leis do Pai, sua justiça, libertando-se dos males que criara em si mesmo, vivendo todos em um clima fraternal de progresso no bem, pelo bem e para o bem de todos.

Assim, quem já conseguiu perceber que a vida na Terra tem por objetivo a melhoria do Espírito imortal, não deve abater-se com as dificuldades e sofrimentos próprios de um mundo inferior, mas sim, buscando através da razão e da sensibilidade, aceitá-los como colheitas de semeaduras imperfeitas, de vidas passadas ou da atual, buscando no bem as soluções para os mesmos, de forma a não criar problemas semelhantes ou piores para o futuro.

Quanto ao “choro e ranger de dentes“, referia-se Jesus aos sofrimentos consequentes das faltas, após a morte, no intervalo das reencarnações, e, também aos que, não podendo continuar na Terra, quando ela transformar-se em um mundo melhor, pelo desamor e maldade, forem habitar um mundo primitivo como a Terra já o foi, nos primórdios da humanidade, para desenvolver as virtudes que continuam no seu Ser Essencial.

Na frase final do texto de Lucas: “E, então, os que são os últimos serão os primeiros e os que são os primeiros serão os últimos”, vemos que todos os Espíritos conquistarão o Reino de Deus, no seu processo evolutivo.

* - Os 3º, 4º e 5º parágrafos baseiam-se no livro Parábolas e Ensinos de Jesus, de Cairbar Schutel: cap. As Duas Estradas E As Duas Portas.

 

                                                        Leda de Almeida Rezende Ebner – Junho/2015

 


 

 
Bibliografia:
CENTRO ESPÍRITA BATUIRA esclarece que permanece divulgando os estudos elaborados pela Sra Leda de Almeida Rezende Ebner após o seu desencarne, com a devida AUTORIZAÇÃO da família e por ter recebido a DOAÇÃO DE DIREITOS AUTORAIS, conforme registros em livros de Atas das reuniões de diretoria deste Centro.
 
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