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Efemérides Espíritas
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Comemoração dos Mortos
Data: 02/11/2017

Variados são os costumes, ideias e atitudes que a sociedade e a religião adotam ante o corpo morto e os Espíritos que os deixaram.

     Se tivéssemos condição de retroceder no tempo percorrendo a história dos povos, encontraríamos desde o início, cada um deles, expressando com sua forma característica, a ideia que possuíam, sobre o existir de algo que sobrevivia ao corpo físico.

     Contam as enciclopédias que apenas no período paleolítico inferior não se encontram vestígios que indiquem algo sobre essa sobrevivência. Só no Paleolítico Médio, o homem de então, reserva lugar para depositar os restos mortais de seus entes queridos com seus pertences como roupas, colares, ferramentas, objetos dos quais se servia em vida. Na era neolítica aparecem representações do que esse homem pensava e que se encontram incrustradas nas paredes das grutas de Lascaux na França e Altamira na Espanha, desenhos de pessoas olhando para o alto, com fisionomia inquiridora como quem busca, pergunta, ouve ou ora. Em tempos posteriores há esboço de arquitetura de túmulos rudimentares com representações indicadoras de que os defuntos continuavam a ter alguma forma de existência.

     Na questão 329 de “O Livro dos Espíritos” o professor Rivail pergunta:

     - O respeito instintivo do homem pelos mortos, em todos os tempos e entre todos os povos, é um efeito da intuição da existência futura?

     R – É a sua consequência natural. Sem ela, esse respeito não teria sentido.

     Acredita-se que a tradição do Dia de Finados, tenha surgido com os celtas, povos que acreditavam na imortalidade. Entre eles, está, segundo Léon Denis, a comemoração dos mortos fixada em dois de novembro. Não iam aos cemitérios; consideravam o cadáver como ferramenta quebrada a qual frequentemente queimavam, recolhendo as cinzas em urnas. Por isso não realizavam comemorações nos cemitérios, entre túmulos: era no lar que rememoravam os amigos afastados, mas, não perdidos, evocando a memória amada que algumas vezes se manifestava por meio das druidisas e dos bardos inspirados. Para eles a alma não se encontrava no cemitério, podendo ser homenageada em qualquer lugar e a prece proferida pelo sentimento envolvia em prazer e alegria o Espírito que partira.

     No início da história da Igreja, os cristãos recusavam totalmente a ideia de relacionamentos com mortos. Depois, passam a orar por eles, visitar os túmulos. A partir do século V, dedica um dia especial para rezas em favor daqueles mortos que não recebiam orações por não terem quem deles se lembrasse.

     Nos séculos seguintes, vários papas obrigam que as comunidades dediquem um dia para os mortos, e do século XIII em diante, esse dia passa a ser anual e comemorado a dois de novembro porque o dia anterior sendo o de todos os santos, facilitaria que os santos lembrados intercedessem em favor dos seres esquecidos. Para fundamentar sua posição evocam Tobias 12:12; Jo 1, 18:20; Mt, 12,32, 11 e Macabeus 12, 43,46 que propagam essa prática em tempos milenares do passado.

     Num tempo posterior, a Igreja justifica que essas orações são necessárias às almas que estando no Purgatório precisam que as orações dos vivos intercedam a Deus tanto pelo sofrimento que as aflige, como suplica para que possam entrar no céu.

     Há registros ainda que o abade Odilon de Cluny, monge beneditino em 998, estipula que os membros de sua abadia eram obrigados a rezar pelos mortos, prática que se dissemina pela Europa não mais restrita ao meio clerical.

     No México, a preparação para esse dia, começa no trinta e um de outubro, em festas que segundo historiadores data de mais de três mil anos. É baseado no fato de que no dia dois de novembro receberão a visita dos entes queridos e amigos, que vindo visitá-los serão recebidos com alegria, festas, mesas preparadas com os alimentos que preferiam, música, sendo sim um dia de saudade, mas de muita alegria nessa certeza dos reencontros. As casas são enfeitadas, as reuniões se realizam em todos os lugares e, é tão peculiar essa naturalidade da continuação dos relacionamentos entre “mortos” e vivos que a UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura), tombou essa realização como Patrimônio da Humanidade.

     Finados – adjetivo que qualifica algo que chegou ao fim, extinto, acabado, que morreu, terminou, sem possibilidades, derradeiro.

     No Brasil, geralmente, o Dia de Finados tem essa conotação; é uma data muito triste, entendida como perda, aniquilamento, separação, luto, fim, esquecidos de que os Espíritos vivem, não precisam das velas, das montanhas de flores, e sim das vibrações mentais, das lembranças doces em bons momentos vividos, das peraltices alegres, dos fatos que indeléveis, balsamizam os corações, até nas reuniões familiares que os homenageia.

     Dia de Finados, Dia dos Finados, Dia dos Mortos, Dia de Todas as Almas, não importando o nome que se dê, é respeito à memória, orações, pensamentos carinhosos, fraternos com amigos e familiares falando-lhes de saudade sim, porém, envoltas em amor na esperança dos reencontros que acontecerão no mundo em que estão ou no retorno a este.

     Se lhes recordamos a presença, com carinho, abracemos o trabalho que porventura saibamos que desejariam ter feito; sejamos força no contínuo pensar de que estão vivos; não nos confiemos ao abrigo das sombras e choros – sejamos luz em favor dos amores que nos precederam, em serviços de paz e amor, para que cheguem até eles e os envolva em brisas de carinhos, sustentação e ânimo.

     De qualquer forma, o estudo não visa condenar este ou aquele costume. Leva-nos a conhecer mais, pensar, inclusive se colocar no lugar dos “mortos” que dia mais ou menos seremos, como gostaríamos de ser homenageados ou lembrados.

Leda Marques Bighetti – Novembro/2017

 
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