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Mocidade Espírita Batuira   |  Integração do Jovem no Centro Espírita   |  03/03/2003
MATERIALISMO E PANTEÍSMO - PARTE II
Objetivo: Buscar a verdade, confrontando as argumentações contraditórias do Materialismo com os raciocínios lógicos, coerentes da Doutrina Espírita.

O Futuro e o Nada
Nós vivemos, nós pensamos, nós agimos - eis o que é positivo. E nós morremos - o que não é menos certo. Mas ao deixar a Terra para onde vamos? No que nos transformamos? Estaremos melhores ou pior? Seremos ainda nós mesmos ou não mais o seremos? Ser ou não Ser - essa é a alternativa. Ser para todo o sempre ou nunca mais ser.

Toda criatura humana sente a necessidade de viver, de gozar, de amar, de ser feliz. Diga-se sobretudo que ele será mais feliz do que já foi - e o seu coração palpitará de alegria. Mas de que serviriam essas aspirações de felicidade, se basta um sopro para dissipá-las?

Haverá alguma coisa mais desesperadora do que essas idéias de destruição absoluta? (ex. afirmações de Simone de Beauvoir) Sagradas afeições, inteligência, progresso, saber laboriosamente adquirido, tudo seria destruído, tudo estaria perdido! Que necessidade teríamos de esforçar-nos para sermos melhores, de nos constrangermos na repressão das paixões, de nos fatigarmos no aprimoramento do espírito, se de tudo isso não iremos colher nenhum fruto? E, sobretudo, diante da ideia de que amanhã, talvez, tudo isso não nos sirva para nada? Mas se assim fosse, a sorte do homem seria cem vezes pior que a do bruto. Porque este vive inteiramente no presente, na plena satisfação de seus apetites materiais, nada aspirando para o futuro. Uma secreta intuição nos diz que isso é absurdo.

Acreditando que o fim de tudo é o nada, o homem concentra forçosamente todo o seu pensamento na vida presente. Com efeito, não seria lógico preocupar-se com um futuro que não se espera. Essa preocupação exclusiva com o presente o leva naturalmente a pensar em si antes de tudo. É portanto o mais poderoso estimulante do egoísmo, e a incredulidade é conseqüente consigo mesma quando chega a esta conclusão: gozemos enquanto vivemos, gozemos logo, pois não sabemos quanto tempo isso vai durar. E também quando chega a esta outra conclusão, bastante grave para a sociedade: gozemos de qualquer maneira, cada qual pôr si, que a felicidade neste mundo cabe sempre ao mais esperto.

Se existe uma doutrina malsã e anti-social é seguramente essa do nada, pois que rompe os verdadeiros laços da sociedade e da fraternidade, fundamentos das relações sociais.

Suponhamos que, em alguma circunstância, todo um povo se convença de que dentro de oito dias, um mês ou um ano ele será aniquilado, que nenhum indivíduo sobreviverá, que não restará mais nenhum traço de cada um após a morte.

O que faria esse povo durante este tempo?
" Trabalharia para se melhorar, para se instruir, se esforçaria para viver?
" Respeitaria os direitos, os bens, a vida de seus semelhantes?
" Se submeteria as leis, a alguma autoridade, qualquer que seja, mesmo a mais legítima: a autoridade paterna?
" Haveria para ele qualquer espécie de dever?

Um jovem de dezoito anos sofria de uma doença cardíaca que foi declarada incurável. O veredicto da ciência havia sido: pode morrer dentro de oito dias ou de dois anos, mas não passará disso. O jovem ficou sabendo e logo abandonou todo o estudo e se entregou aos excessos de toda a espécie. Quando lhe mostravam quanto essa vida era perniciosa para sua situação, ele respondia: "Que me importa, desde que só tenho dois anos de vida? De que me valeria cansar a mente? Gozo o tempo que me resta e quero me divertir até o fim" eis a conseqüência lógica do niilismo. Mas se esse jovem fosse espírita poderia responder: "A morte só destruirá o meu corpo que abandonarei como uma roupa usada, mas meu espírito continuará a viver. Eu serei, numa vida futura, o que fizer de mim mesmo nesta vida. Nada do que tenha adquirido em qualidade morais e intelectuais se perderá, porque isso represente uma conquista para o meu adiantamento. Toda a imperfeição de que me houver livrado será um passo no caminho da felicidade, minha ventura ou minha desgraça futura dependem da utilização de minha existência presente. É pois de meu interesse aproveitar o pouco tempo que me resta, evitando tudo o que pudesse diminuir as minhas forças." Qual dessas duas doutrinas será preferível ?
Uma outra conseqüência grave do materialismo, é o incentivo ao suicídio como o fim racional e lógico da existência, quando não se pode esperar atenuação para os sofrimentos.

Panteísmo
A doutrina panteísta considera o princípio universal da vida e da inteligência como parte integrante da Divindade. Assim é ao mesmo tempo espírito e matéria. Todos os seres, todos os corpos da natureza, constituem a Divindade, da qual representam as moléculas e demais elementos componentes. Deus é o conjunto de todas as inteligências reunidas. Cada indivíduo, sendo uma parte do todo, é em si mesmo Deus. Nenhum ser superior e independente comanda o conjunto. O universo é uma imensa república sem presidente, onde todos ou cada um é o seu próprio chefe com poder absoluto.

Kardec, no Livro dos Espíritos, questão 14, pergunta aos Espíritos:
Deus é um ser distinto, ou seria, segundo a opinião de alguns, o resultante de todas as forças e de todas as inteligência do Universo, reunidas?
_Se assim fosse, Deus não existiria, porque seria efeito e não causa; Ele não pode ser ao mesmo tempo, uma coisa e outra.

Questão 16:
Os que professam essa doutrina pretendem nela encontrar a demonstração de alguns dos atributos de Deus. Sendo os mundos infinitos, Deus é, por isso mesmo infinito; o vácuo ou nada não existindo em parte alguma, Deus está em toda parte; Deus estando em toda parte, pois que tudo é parte integrante de Deus, dá a todos os fenômenos da Natureza uma razão de ser inteligente. O que se pode opor a este raciocínio?
_A razão. Refleti maduramente e não vos será difícil reconhecer-lhe o absurdo.

Podemos opor numerosas objeções a esses sistemas. As principais são as seguintes:

Não se podendo conceber a Divindade sem perfeições infinitas, pergunta-se como um todo perfeito pode ser formado de parcelas tão imperfeitas que necessitam de progredir? Cada parcela estando submetida à lei do progresso, disso resulta que o próprio Deus deve progredir, e se Ele progride sem cessar, deve ter sido muito imperfeito na origem dos tempos.

Como um ser imperfeito, formado de vontades e idéias tão divergentes, pode conceber as leis harmoniosas, tão admiráveis, de unidade, de sabedoria e de previdência que regem o universo?
Se todas as almas são parcelas da divindade, todas concorreram para a criação das leis, que são a sua própria obra?
Uma teoria só pode ser aceita como verdadeira sob a condição de satisfazer à razão e explicar todos os fenômenos que abrange. Se um só fato puder desmenti-la é que não possui a verdade absoluta.

Conseqüências: Sem individualidade e sem consciência de si mesmo, o ser é como se não existisse. As conseqüências morais desta doutrina são exatamente as mesmas da doutrina materialista.

Conclusão: Se a religião, a princípio apropriada aos conhecimentos limitados dos homens, tivesse sempre seguido o desenvolvimento progressivo do espírito humano, não haveria incrédulos porque a necessidade de crer está na própria natureza do homem e ele sempre crerá desde que lhe deem o alimento espiritual em harmonia com as suas exigências intelectuais.

Maria Sueli Bertoldi Pereira
Março / 2003
 
Bibliografia:
• Allan Kardec - Obras Póstumas - páginas 194,195 e 196 
• Allan Kardec - O Céu e o Inferno - capítulo I 
• Allan Kardec - O Livro dos Espíritos - questões 14 e 16
• Léon Denis - Depois da Morte - item VII
 
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