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Mocidade Espírita Batuira   |  Integração do Jovem no Centro Espírita   |  03/02/2003
MATERIALISMO E PANTEÍSMO - PARTE I
Objetivo: Buscar a verdade, confrontando as argumentações contraditórias do Materialismo com os raciocínios lógicos, coerentes da Doutrina Espírita.
 
Materialismo
Doutrina filosófica que admite como realidade apenas a matéria. Nega a existência da alma e do mundo espiritual ou divino. Formulada pela primeira vez no século VI a.C. na Grécia. Ganha impulso no século XVI, quando assume diferentes formas. Para os gregos, os fenômenos devem ser explicados não por meio de mitos religiosos mas pela observação da realidade. A matéria é substância de todas as coisas. A geração e a degeneração do que existe obedecem as leis físicas. A matéria encontra-se em permanente metamorfose. A alma faz parte da natureza e obedece às suas leis. Essas teses desenvolvidas pelos gregos são a base de todo materialismo posterior.
No século XVIII, os franceses Julien de la Mettrie (1709-1751), os pensadores da Enciclopédia e Holbach (1723-1789) lançam o materialismo filosófico, doutrina de inspiração anti-religiosa que considera o homem uma máquina e nega a existência da alma.
No século XIX, surge na Alemanha o materialismo científico, que substitui Deus pela razão ou pelo homem, prega que toda explicação científica é de ordem psicoquímica e o pensamento não é senão um produto do cérebro. Seus principais formuladores são Karl Vogt (1817-1895), Louis Buchner (1824-1890) e Ludwuig Feuerbach (1804-1872).
 
Por que surgiu o Materialismo?
Como o oceano, o pensamento tem seu fluxo e refluxo. Quando a Humanidade entra, sob qualquer ponto de vista, no domínio das exagerações, produz-se, cedo ou tarde, uma reação vigorosa. Os excessos provocam excessos contrários. Depois dos séculos de submissão e de fé cega, a Humanidade, cansada do sombrio ideal de Roma, atirou-se ao nada. As afirmações temerárias trouxeram negações furiosas. Empenhou-se o combate, e o alvião (enxadão ou picareta) do materialismo fez brecha no edifício católico.
 
Ex. dessas afirmações temerárias: O ano de 1870 assinala a falência da Igreja, com a declaração da infalibilidade papal.
 
As idéias materialistas ganham terreno. Repelindo os dogmas (ponto fundamental e indiscutível de uma doutrina) da Igreja como inacessíveis (a que não se pode chegar), grande número de espíritos cultivados (culto; com conhecimento) desertaram da crença espiritualista e, ao mesmo tempo, da crença em Deus. Afastando as concepções metafísicas (doutrina da essência das coisas; conhecimento das causas primeiras e dos primeiros princípios), procuram a verdade na observação direta dos fenômenos, no que se convencionou chamar o método experimental.
 
Podem-se resumir assim as doutrinas materialistas:
 
Tudo é matéria. Cada molécula tem suas propriedades inerentes em virtude das quais se formou o Universo com os seres que em si contém. É uma hipótese a idéia de um princípio espiritual governando a matéria, pois esta se governa a si própria por leis fatais, mecânicas. A matéria é eterna, e só ela é eterna. Saídos do pó, voltaremos ao pó. O que chamamos alma, o conjunto das nossas faculdades intelectuais, a consciência, mais não é que uma função do organismo, e esvai-se com a morte. “ O pensamento é uma secreção do cérebro ”. Disse Karl Vogt, e o mesmo autor acrescenta: “As leis da Natureza são inflexíveis; não conhecem moral nem benevolência.”
 
Cem anos depois de Kardec, a Filosofia em França quase se desfez nos sofismas do nada, com Jean Paul Sartre e sua escola. Simone de Beauvoir, companheira e discípula de Sartre escreve: Penso com melancolia nos livros lidos, nos lugares visitados, no saber acumulado e que não mais existirá. Toda a música, toda a pintura, tantos lugares percorridos – e de repente mais nada!
 
Se a matéria é tudo, que é pois a matéria?
Os próprios materialistas não poderiam dizê-lo porque a matéria, desde que é analisada em sua essência íntima, subtrai-se, escapa e foge como enganadora miragem.
Os sólidos transformam em líquidos, os líquidos em gases; após o estado gasoso vem o estado radiante; depois, por depurações inumeráveis, cada vez mais sutis, a matéria passa ao estado imponderável. Torna-se então essa substância etérea que enche o espaço, e de tal sorte tênue que se tomaria pelo vácuo absoluto, se a luz, atravessando-a, não a fizesse vibra. Os mundos banham-se em suas ondas, como nas de um mar fluídico.
Assim, de grau em grau, a matéria se dissipa em poeira invisível. Tudo se resume em força e movimento.
 
Os corpos, orgânicos ou inorgânicos – diz-nos a Ciência – minerais, vegetais, animais, homens, mundos, astros, mais não são que agregações de moléculas, as quais são a seu turno compostas de átomos, separados uns dos outros, em estado de movimento constante e de renovação perpétua.
 
O átomo é invisível, mesmo com o auxílio dos mais poderosos microscópios. Apenas pode ser concebido pelo pensamento, de tal sorte extrema é sua pequenez. (A Ciência calculou que um milímetro cúbico de ar respirável encerra cinco milhões de átomos). E essas moléculas, esses átomos, agitam-se movem-se, circulam, evolucionam em turbilhões incessantes, no meio dos quais a forma dos corpos só se mantêm em virtude da lei de atração.
Pode-se, pois, dizer que o mundo é composto de átomos invisíveis, regidos por forças imateriais. A matéria, examinada de perto, esvai-se como fumaça; não tem mais que uma realidade aparente, e base alguma de certeza nos pode oferecer. Realidade permanente, certeza, só há no espírito. Unicamente a este é que o mundo se revela em sua unidade viva, em seu eterno esplendor. Somente este é que pode apreciar e compreender a sua harmonia. É no espírito que o Universo se conhece, se reflete, se possui.
 
O espírito é mais ainda. É a força oculta, a vontade que governa e dirige a matéria- Mens agitat molem – e lhe dá a vida. Todas as moléculas, todos os átomos, dissemos, agitam-se, renovam-se incessantemente. No corpo humano há uma corrente vital comparável ao curso das águas. Cada partícula retirada da circulação é substituída por outras partículas. O próprio cérebro está submetido a estas mudanças, e o nosso corpo renova-se em alguns meses.
 
É portanto inexato dizer que o cérebro produz o pensamento, pois ele não passa de um instrumento deste. Através das modificações perpétuas da carne, mantém-se a nossa personalidade, e com ela a nossa vontade. Há no ser humano uma força inteligente e consciente que regula o movimento harmônico dos átomos materiais de acordo com as necessidades da existência; há um princípio que domina a matéria e lhe sobrevive.
 
O mesmo sucede com o conjunto das coisas. O mundo material não é senão o aspecto exterior, a aparência móbil, a manifestação de uma realidade substancial e espiritual que nele existe. Assim como o eu humano não está na matéria variável, e sim no espírito, assim o eu do Universo não está no conjunto dos globos e dos astros que o compõem, mas sim na Vontade oculta, n Potência invisível e imaterial que dirige as suas molas secretas e regula a sua evolução.
 
A ciência materialista só vê um lado das coisas. Em sua impotência para determinar as leis do Universo e da vida, depois de haver proscrito (desterrado; emigrado) a hipótese (teoria provável, mas não demonstra; suposição), é obrigada, ela também, a sair da sensação, da experiência, e recorrer à hipótese para dar uma explicação das leis naturais. É o que faz tomando por base do mundo físico o átomo, que os sentidos não alcançam.
Jules Soury, um dos mais autorizados escritores materialistas, na análise que fez dos trabalhos de Haeckel, não hesita em confessar esta contradição: “Nada podemos conhecer, diz ele, da constituição da matéria.”
 
Continua no mês de Março.

Maria Sueli Bertoldi Pereira
Fevereiro / 2003
 
Bibliografia:
• Allan Kardec – Obras Póstumas – páginas 194,195 e 196 

• Allan Kardec – O Céu e o Inferno – capítulo I 

• Allan Kardec – O Livro dos Espíritos – questões 14 e 16 

• Léon Denis – Depois da Morte – item VII
 
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