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Estudo da Mediunidade  |  Espiritismo e Mediunidade     |  07/02/2001
MEDIUNISMO E MEDIUNIDADE
Ao iniciar estudos sobre a mediunidade, é necessário esclarecer que eles seguirão o roteiro apresentado pela Doutrina Espírita. Recorde-se que mediunidade é faculdade encontrada nos seres humanos em todos os tempos. É expressão espiritual do ser, através de diferentes formas de manifestação, compatíveis com os níveis de evolução do Homem.

Coube ao Espiritismo, através de Allan Kardec e dos Espíritos que trabalharam na Codificação, dar à mediunidade a ética que pode capacitar o Homem a se tornar um trabalhador de Jesus.

Para entender mediunidade sob a visão Espírita, é necessário regressarmos no tempo, identificando registros materiais e espirituais que mostram os exercícios de manifestação espiritual do Homem, na longa jornada em que evolui conquistando diferentes patamares do pensamento, o que permitiu ao Plano Espiritual estabelecer novos rumos da humanidade, no seu destino à Perfeição.

Relembramos que mediunidade é uma faculdade humana natural, através da qual se estabelecem as relações entre o mundo espiritual e o mundo material.

No livro O Espírito e o Tempo, o prof Herculano Pires analisa as manifestações mediúnicas através da história da humanidade e suas civilizações, identificando as fases de desenvolvimento dessa faculdade, dividindo-as em:

*Mediunismo Primitivo,

*Culto dos Ancestrais,

*Mediunismo Oracular,

*Mediunismo Biblíco e,

*Mediunidade Positiva.

Mediunismo , termo criado pelo Espírito Emmanuel, designa as formas , as manifestações primitivas da mediunidade, constituindo o recurso natural de que o Homem dispõe para transcender sua condição primitiva, elevando-se no plano da mediunidade.

A Mediunidade é o mediunismo desenvolvido, racionalizado, submetido à reflexão e ao entendimento, tornando-se instrumento de progresso humano.

* Mediunismo Primitivo: é a designação da mediunidade em sua expressão natural; constitui a fase prática, experimental da mediunidade. O primeiro fato a ser identificado nessa fase é a captação de uma força misteriosa que imanta objetos e coisas, podendo atuar sobre as criaturas humanas. O homem primitivo ainda não desenvolveu suficientemente seu psiquismo e interpreta todas as coisas de modo rudimentar, sem razão.

* Culto dos Ancestrais: Caracteriza-se pela fusão da experiência e da imaginação com desenvolvimento do seu psiquismo estruturando o progresso do mediunismo. Dessa fusão surge a mitologia popular, impregnada de magia e prática do culto dos ancestrais.

* Mediunismo Oracular: Nesta fase surgem os deuses representando as forças da natureza, porém personalizadas, demonstrando maior capacidade de abstração do homem, com formulação de juízo ético e moral, começando a romper os liames da organização social para descobrir-se no processo de tornar-se indivíduo. A representação dessa fase são os oráculos, lugares sagrados procurados por todos, pois representavam uma força sobrenatural, transmitida a eles pela pitonisa ou o próprio oráculo. Nessa fase ainda não há individualização mediúnica, caracterizando-se como fase de transição para o culto individual dos Espíritos.

* Mediunismo Biblíco: Resultante da natural evolução do homem tribal, o homem gregário já visualiza sua individualização. O poder do raciocínio o elevou à condição de senhor da sociedade e da natureza, conseguindo se impor ao invés de se submeter. Descobre sua capacidade, seu talento para manobrar as circunstâncias com maior habilidade. Surgem as individualidades dos sábios, dos místicos, profetas; caracteriza-se pela aceitação do monoteísmo, acentuação dos atributos éticos, estabelecimento de ligações diretas do Deus individual com o individuo humano, no caso o profeta, que representa o médium que rompeu o gregarismo psíquico, arvorou-se em senhor de si mesmo, passou a responder pessoalmente pelos seus pronunciamentos mediúnicos.

* Mediunidade Positiva: Fase em que não mais estamos no plano místico e misterioso do mediunismo, mas no plano científico, racional da mediunidade; o homem tornou-se capaz de servir de intermediário entre seres espirituais e carnais, ambos da mesma natureza.

Como assinala Kardec em A Gênese, essa evolução se realiza num contexto histórico, juntamente com a evolução mental , moral e espiritual do homem, no processo de desenvolvimento econômico-social da humanidade. Sem desenvolvimento científico, assinala Kardec, não se criaria no mundo o clima necessário à compreensão do Espiritismo.

Através do desenvolver de suas potencialidades , o homem percebe-se como um ser mediúnico, apto a relacionar-se com os Espíritos. É inerente ao homem, a idéia da Divindade como sendo um poder superior que criou o mundo e essa idéia, associada ao assombro que o mundo misterioso e cheio de seres causava à sua imaginação, desenvolveu um sentimento mágico, levando-o a estabelecer relações com as coisas e com os outros seres. A partir daí, desenvolve-se a lei de adoração, que levou a imaginação primitiva aos ritos do culto solar e lunar, das montanhas, dos grandes rios e assim por diante.

A reverência aos chefes poderosos desenvolveu os ritos de submissão, que se estenderam aos pagés e xanãs, sacerdotes mágicos das tribos e das hordas, dotados de poderes mediúnicos. Esses processos abriram caminho para desenvolvimento das religiões mitológicas e das religiões reveladas, estas apoiadas na crença dos homens-deuses, conhecedores dos mistérios da vida e da morte.

A crença nos poderes divinos era reafirmada pelos fenômenos produzidos por indivíduos que utilizavam os próprios recursos mediúnicos.

A expressão mediunismo criada por Emmanuel designa as formas primitivas de Mediunidade, que fundamentam as crenças e religiões primitivas, as quais, sem desenvolvimento cultural e intelectual, caracterizam-se por práticas mágicas ligadas ao mediunismo. O sincretismo religioso encontrado no Brasil e em outros países americanos, resultante da mistura das religiões africanas e das religiões indígenas e primitivas desses países, impulsionaram acentuadamente o desenvolvimento do mediunismo no Continente.

A diferença entre Mediunismo e Mediunidade está na conscientização, na ética utilizada para estabelecer as relações com o Mundo Espiritual. Nas religiões primitivas não havia nem podia haver reflexão sobre os fenômenos e seu sentido e natureza. Tudo se resumia à prática dissociada da razão. A Mediunidade é o Mediunismo desenvolvido, submetido à reflexão religiosa e filosófica e às pesquisas científicas necessárias ao esclarecimento dos fenômenos, sua natureza e leis.

O Espiritismo através de estudos e pesquisas, integrou a Mediunidade à sua estrutura, concedendo-lhe os direitos e valores que lhe são inerentes, reconhecendo a sua importância fundamental para a vida humana na Terra e o seu desenvolvimento futuro no mundo espiritual.

Inúmeras vezes mal interpretada pelas religiões que nela identificam uma natureza diabólica, ou como campo inferior de manifestações suspeitas e perigosas, é constantemente atacada e não obstante,cresce sem cessar o interesse pela mediunidade no mundo, pois o próprio desenvolvimento científico ao deparar com os fenômenos paranormais, é forçado a reconhecer a realidade dos fenômenos mediúnicos em todos os campos do Conhecimento.

É necessário que os espíritas resguardem e defendam a Mediunidade dos sincretismos religiosos que rondam as Casa Espíritas, produzindo enxertias e práticas distantes da proposta da Doutrina Espírita.

O Homem caminha para o futuro e necessita desprender-se das grosseiras superstições do longínquo passado, procurando atender suas necessidades espirituais de maneira lógica, racional e natural, isentando-se de buscar práticas mediúnicas como solução de problemas financeiros, políticos, moral e social. Proporcional ao conhecimento adquirido , o homem terá a responsabilidade por usar e manter essas práticas, criando vínculos com o plano espiritual utilizado para obter as vantagens almejadas.

As práticas sincréticas em que predominam a mentalidade primitiva, são o contrário das práticas espíritas, que se resumem na prece e meditação, no passe (imposição das mãos), no estudo e aplicação do Evangelho e no esclarecimento caridoso de Espíritos sofredores ou vingativos. A Doutrina Espírita é a única que trata os obsessores e os obsediados como Espíritos doentes, profundamente necessitados de evangelização, porque todos são filhos de Deus. Demonstram grande ignorância aqueles que utilizam a palavra Espiritismo para designar as manifestações do animismo primitivo e do mediunismo selvagem, onde incautos tentam resolver problemas diversos de seus clientes, mediante pagamentos e barganhas que expressam a inversão dos valores espirituais; não haveria sofrimento, perseguições, lutas, violências, injustiças, se o homem pautasse seus atos pelas Leis Divinas, fazendo ao outro o que deseja para si mesmo, seja esse outro um Homem (encarnado) ou um Espírito (desencarnado).

O Espiritismo é unicamente a doutrina que está nas obras de Kardec e dos que continuam seu trabalho, sem trair os seus princípios básicos.

Essas práticas que se caracterizam como mediunismo e atendiam às necessidades primárias dos homens primitivos; se aplicadas ao homem civilizado, representam um retrocesso evolutivo de sua mentalidade e personalidade, causando desajustes psicológicos e mentais naqueles que se envolvem em suas práticas.

Devemos entender o mediunismo como instrumento natural de que o homem dispõe para elevar-se ao plano da mediunidade, transcendendo suas condições primitivas rumo à Perfeição.

É pelo conhecimento trabalhado, transformado em vivência, que o homem se eleva , supera as condições da vida no plano físico, atingindo as possibilidades de sublimação . Nada nos oferece melhor visão desse processo, em sua extensão e profundidade, do que o estudo da evolução humana à luz dos princípios espíritas.

Sob essa visão estaremos estudando a mediunidade, a fim de percebe-la como possibilidade de trabalho com Jesus. Se o objetivo maior do Espiritismo é a renovação moral da Humanidade , compreendemos que para educar essa faculdade necessitamos, antes de tudo, elevar os nossos próprios sentimentos, num processo de evangelização constante.

No próximo estudo: AS MANIFESTAÇÕES ESPÍRITAS

Tereza Cristina D'Alessandro
Julho / 2001 
 
Bibliografia:
• PIRES, J. HERCULANO - O Espírito e o Tempo, Fase pré-histórica - EDICEL.- 7ª ed. Sobradinho- DF -Mediunidade, cap VI, O Mediunismo - PAIDÉIA - 1ª ed. São Paulo- SP
 
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