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O Céu e o Inferno  |  Segunda Parte - Exemplos Capitulo VIII     |  03/05/2010
EXPIAÇÕES TERRESTRES - MARCEL - O MENINO DO NUMERO 4 - PARTE II
MARCEL, o menino do nº 4 (continuação)
...O médico que o assistia, cheio de compaixão pelo pobre um tanto abandonado, visto que seus parentes pouco o visitavam, tomou por ele certo interesse. E achava-lhe um quê de atraente na precocidade intelectual. Assim, não só o tratava com bondade, como lia-lhe quando as ocupações lho permitiam, admirando-se do seu critério na apreciação de coisas a seu ver superiores ao discernimento da sua idade. Um dia, o menino disse-lhe: -
"Doutor tenha a bondade de me dar ainda uma vez aquelas pílulas ultimamente
receitadas." Para quê? replicou-lhe o médico, se já te ministrei o suficiente, e maior
quantidade pode fazer-te mal...
- "É que eu sofro tanto, que dificilmente posso orar a Deus para que me dê
forças, pois não quero incomodar os outros enfermos que aí estão. Essas pílulas
fazem-me dormir e, ao menos quando durmo, a ninguém incomodo." Aqui está quanto basta para demonstrar a grandeza dessa alma encerrada num corpo informe
... Onde teria ido essa criança haurir tais sentimentos? (1)

Na vida diária seja através da mídia ou através de relacionamentos, deparamos com pessoas envolvidas em situações tão difíceis de pobreza extrema e de marginalidade social que, apesar do meio em que nasceram e vivem, transcendem ao meio, por exemplo, ao devolverem uma carteira recheada de dinheiro, que certamente resolveria alguns de seus problemas primários, ou ao acolher em seus barracos filhos abandonados de outrem dividindo com eles sua miséria. Como compreender a delicadeza encontrada em seres que vivem em condições tão inóspitas para a proliferação da ética e da bondade? 
O que dizer de filhos que receberam a mesma educação pautada no respeito ao próximo a conduta honesta e ética e um deles enveredou-se na criminalidade. O meio em que se educou foi propicio aos outros irmãos, mas não a ele?
O que dizer de valores considerados inatos sejam para o bem ou para o mal? Que justiça divina pode ser esperada de um Deus que criou seres com uma única oportunidade de viver na Terra em situações tão díspares? Ou em condições desiguais de obterem valores no meio em que vivem ou já portadores ao nascer de deformações de caráter?
Como conseguir grandeza de alma neste cenário?
No caso de Marcel, essa grandeza de alma, como comenta Allan Kardec não adveio do meio em que vivia ou da educação recebida ‘‘... Certo, não foi no meio em que se educou; além disso, na idade em que principiou a sofrer, não possuía sequer o raciocínio. Tais sentimentos eram-lhe inatos: - mas então por que se via condenado ao sofrimento, admitindo-se que Deus houvesse concomitantemente criado uma alma assim tão nobre e aquele mísero corpo instrumento dos suplícios?É preciso negar a bondade de Deus, ou admitir a anterioridade de causa; isto é, a preexistência da alma e a pluralidade das existências. (1)

No livro dos Espíritos na questão 166 b em reposta a pergunta de Kardec se a alma teria muitas existências corpóreas, a resposta afirmativa se complementou na questão 168 “... A cada nova existência, o Espírito dá um passo na senda do progresso; quando se despoja de todas as suas impurezas, não precisa mais das provas da vida corpórea. “(2 e 3)

Reconhecendo por impurezas todo o sentimento e emoção que aproxima o homem da animalidade dentro da escala evolutiva, torna-se fácil considerar que uma única existência seria muito pouco para executar tamanha tarefa, assim comenta Kardec... ”Todos os Espíritos tendem à perfeição, e Deus lhes proporciona os meios de consegui-la com as provas da vida corpórea. Mas, na sua justiça, permite-lhes realizar, em novas existências, aquilo que não puderam fazer ou acabar numa primeira prova. Não estaria de acordo com a equidade, nem segundo a bondade de Deus, castigar para sempre aqueles que encontraram obstáculos ao seu melhoramento, independentemente de sua vontade, no próprio meio em que foram colocados. Se a sorte do homem fosse irrevogavelmente fixada após a sua morte, Deus não teria pesado as ações de todos na mesma balança e não os teria tratado com imparcialidade. (4).

“... Em virtude da lei do progresso que dá a toda alma a possibilidade de adquirir o bem que lhe falta, como de despojar-se do que tem de mau, conforme o esforço e vontade próprios temos que o futuro é aberto a todas as criaturas. Deus não repudia nenhum de seus filhos, antes recebe-os em seu seio à medida que atingem a perfeição, deixando a cada qual o mérito das suas obras. O bem e o mal são praticados em virtude do livre-arbítrio, e, conseqüentemente, sem que o Espírito seja fatalmente impelido para um ou outro sentido. (5)

A pluralidade das existências traz ao homem a explicação de todas as aparentes anomalias da vida humana; desde as físicas, as diferenças sociais; a desigualdade de aptidões intelectuais e morais até mesmo as mortes prematuras. Desaparecem os preconceitos de raça e de casta, pois o mesmo espírito pode tornar a nascer nesta ou naquela raça ou país, podendo ser rico ou pobre, chefe ou subordinado ou como homem ou como mulher. Assim a reencarnação é um processo de aperfeiçoamento espiritual não havendo experiência reencarnatória sem um objetivo. Pois o estado corporal é transitório e passageiro. O estado espiritual é o estado definitivo do espírito. É, sobretudo no estado espiritual que ele recolhe os frutos do progresso realizado durante a encarnação. (6)

O reaparecimento neste mundo do ser após a morte não é uma novidade trazida pelo Espiritismo. Therezinha Oliveira (7) comenta que na Antigüidade, povos da Ásia (como os hindus), da África (os egípcios) e da Europa (gregos, romanos e os celtas) acreditavam que o Espírito do homem poderia voltar a viver na Terra em uma nova existência. Alguns deles acreditavam que pudesse vir a animar um corpo de um animal e vice-versa, teoria esta denominada de Metempsicose. Esclarece a Doutrina Espírita que essa volta em corpo animal é impossível, pois o Espírito nunca retrocede no grau de evolução alcançado, podendo apenas estacionar, temporariamente. 
Uma outra crença , existente entre os judeus antigos e depois propagada por algumas religiões cristas era a idéia de que uma pessoa, depois de morta, podia ressuscitar, isto é, ressurgir, reaparecer neste mundo Algumas religiões atuais falam de ressurreição como a volta à vida no mesmo corpo. Entretanto os judeus antigos se referiam a ressurreição com exemplos que poderiam ser analisados como a qualquer manifestação do Espírito, fosse em vidência, aparição, materialização. A ciência moderna demonstra, que a ressurreição da carne é naturalmente impossível já que, com a morte, o corpo entra em decomposição e as substâncias que o compunham se transformam e são reaproveitadas dentro do ciclo biológico.(7)

O conceito de Reencarnação proposto pela Doutrina Espírita em nada se relaciona com a teoria de Metempsicose ou a da Ressurreição da carne. Sendo o Espírito imortal, não se desfaz com o corpo físico quando da morte deste, continua a viver com o seu próprio corpo espiritual (perispírito) e na maioria das vezes por escolha própria volta a se ligar com a matéria,durante o desenvolvimento embrionário, formando um novo corpo, para viver outra existência na Terra, onde adquire experiências , expia erros passados ,progredindo sempre .(2 e3)

Comenta Emmanuel (8) ...” No instituto da reencarnação, transportamos conosco, seja onde for, as oportunidades do presente e os débitos do passado. É assim que os ricos de hoje, enquistados na avareza e no egoísmo, voltarão amanhã no martírio obscuro dos pobres, para conhecerem, de perto, as garras do infortúnio e as duras lições da necessidade; e os pobres, envenenados de inveja e ódio, retornarão no conforto dos ricos, a fim de saberem quanto custam a tentação e a responsabilidade de possuir; titulados distintos do mundo, quais sejam os magistrados e os médicos, quando menosprezam as concessões com que o Senhor lhes galardoa o campo da inteligência, delas fazendo instrumento de escárnio às lutas do próximo, ressurgirão no banco dos réus e no leito dos nosocômios, de modo a experimentarem os problemas e as angústias do povo; filhos indiferentes e ingratos tornarão como servos apagados e humildes no lar que enlameiam, e recolhendo nos descendentes os frutos amargos da criminalidade e do vício que cultivaram com as próprias mãos; mulheres enobrecidas que fogem ao ministério familiar, provocando o aborto delituoso pela fome de prazer, reaparecerão enfermas e estéreis, tanto quanto homens válidos e robustos, que envilecem a vida no abuso das forças respeitáveis da natureza, ressurgirão na ribalta do mundo, carregando no próprio corpo o desequilíbrio Não te esqueças, portanto, de que o bem é o crédito infalível no livro da eternidade, e recorda que o "depois" será sempre a resultante do "agora". Todo instante é recurso de começar o melhor. Todo dia é tempo de renovar o destino. (8) .

A reencarnação é uma necessidade da alma imperfeita que, através das experiências na matéria, aprende o que necessita para sua definitiva libertação da ignorância.O destino estará sendo traçado por tudo o que se fizer. A forma de se viver, bem ou mal, sadios ou doentes, felizes ou tristes, será sempre resultado de escolhas. A plantação é livre; porém, a colheita obrigatória. Tudo em perfeita harmonia com a Justiça Divina.(9)

Laurelucia Orive Lunardi
Maio / 2010
 
Bibliografia:
1 - Kardec ,Allan, “Céu e Inferno” CAPÍTULO VIII EXPIAÇÕES TERRESTRES MARCEL, o menino do nº 4 
2 - Kardec ,Allan, O Livros dos Espíritos, questão 166b 
3 - Kardec ,Allan, O Livros dos Espíritos, questão 168 
4 - Kardec ,Allan, O Livros dos Espíritos, questão 171 
5 - Kardec ,Allan, “Céu e Inferno” Capitulo VI, Código penal da vida futura
6 - Kardec ,Allan, “O Céu e o Inferno” Capitulo III, 
7 - Oliveira, Therezinha Iniciação ao Espiritismo, cap. 15 - Reencarnação (Therezinha Oliveira, ed. EME - 1993, pg 82 
8 - Francisco Cândido Xavier Emmanuel, Religião dos Espíritos . 
9 - Denis Leon,O Problema do Ser e do destino
 
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