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O Céu e o Inferno  |  Segunda Parte - Exemplos Capitulo V     |  02/04/2007
SUICIDAS - 6
UM ATEU

“M.J.-B.D... era um homem instruído, mas em extremo saturado de idéias materialistas, não acreditando em Deus nem na existência da alma...

... Que motivo poderia ter-vos levado ao suicídio? - R. O tédio de uma vida sem esperança...”

...Donde provinham as vossas idéias materialistas de outrora? - R. Em anterior encarnação eu fora mau e por isso condenei-me na seguinte aos tormentos da incerteza, e assim foi que me suicidei.1

O termo "ateu" é formado pelo prefixo grego a-, significando "ausência" e o radical "teu", derivado do grego theós, significando "Deus". O significado literal do termo é, então: "sem Deus".Alguns autores entretanto defendem um uso mais restrito do termo, reservando-o apenas para determinados grupos ( 2,3). Assim, não poderiam ser englobadas na categoria dos ateus todas as pessoas indecisas quanto a qualquer crença religiosa.Contudo, é freqüente, em discursos orientados por uma religião e cultura específicas, que se considere como ateu todo aquele que não partilhe as mesmas crenças religiosas. Por exemplo, era freqüente que os antigos romanos acusassem os antigos cristãos de ateísmo, justificando assim a sua perseguição. Os textos cristãos, por seu lado, usavam o mesmo termo para classificar os seus perseguidores. Este tipo de discurso ainda é freqüente atualmente na maioria dos discursos religiosos, onde o meu Deus não é o seu Deus. 
Na pratica o vocábulo ateu aceita três significados: 

           Quem nega a existência de Deus é Ateu ou Agnóstico ou Materialista. No primeiro sentido, o ateu apenas não crê na existência divina, é incréu, caracteriza-se pela ausência de uma convicção que gera uma negação . Neste caso encontraremos duas formas de negação: a negação relativa e a negação absoluta. A negação relativa `e aquela em que se nega por falta de prova em contrário, ou seja, por jamais se haver demonstrado enfaticamente, com base na observação, a existência da divindade.Já na negação absoluta, o ateu afirma a inexistência de Deus, mediante a refutação dos argumentos que pretendem provar-lhe a existência ou mercê da formulação de outros, que demonstram a impossibilidade desta existência. Assim a negação relativa corresponde a uma certa indiferença à idéia de Deus e a negação absoluta, a uma atitude ativa, de caráter negador.

           O segundo significado de ateu corresponde aos materialistas.Estes apóiam-se em um conjunto de doutrinas filosóficas que, ao rejeitar a existência de um princípio espiritual liga toda a realidade à matéria e a suas modificações. O termo materialismo é também utilizado para designar a atitude ou o comportamento daqueles que se apegam aos bens, valores e prazeres materiais em detrimento aos valores espirituais . Hegel, filosofo alemão que viveu entre 1770 e 1831, inspirador de Karl Marx na sua doutrina Materialista, dizia que ...”a natureza não seria mais que a "exteriorização" em forma secundária da "idéia absoluta".Para os materialistas a natureza seria a única realidade.

..."A Natureza existe de forma independente de toda filosofia; é o 
solo sobre o qual nós, homens, produtos nós mesmos da natureza, brotamos
e crescemos. Fora da natureza e dos homens nada existe, e os seres superiores, criados por nossa fantasia religiosa não são senão o reflexo fantástico de nosso próprio ser." ...4


           O terceiro significado de ateu corresponde aos agnósticos. O termo 'agnóstico' foi criado por T. H. Huxley (5) inspirado pelos filósofos David Hume e Immanuel Kant6.O Agnosticismo é a postura de acreditar que o conhecimento da existência de Deus é impossível. É freqüentemente oferecido como um meio termo entre o teísmo e o ateísmo. Compreendido desta forma, o agnosticismo é o ceticismo com respeito a tudo o que seja teológico. O agnóstico, opõe-se não propriamente a Deus, mas sim à possibilidade de a razão humana conhecer tal entidade , gnose tem a sua origem etimológica na palavra grega que significa “conhecimento”. Para os agnósticos, assim como não é possível provar racionalmente a existência de Deus, é igualmente impossível provar a sua inexistência, logo, constituindo um labirinto sem saída a questão da existência de Deus, não se deve colocar sequer como problema, portanto, desnecessário se preocupar com isto.

Os ateus, seja fugindo das religiões, seja racionalizando Deus ,na verdade,embalados pela perfeição da Obra Divina, acabam tomando o efeito pela causa, considerando que seus corpos físicos são eles mesmos. O depoimento de M.J.-B.D. acima citado nos prova esta visão pois ...” era um homem instruído, mas em extremo saturado de idéias materialistas, não acreditando em Deus nem na existência da alma...1 Quando foi lhe pedido....” Tende a bondade de nos descrever do melhor modo possível a vossa atual situação. Respondeu......”Sofro pelo constrangimento em estou em crer em tudo quanto negava.1”.

Outro exemplo que corrobora com esta idéia pode ser encontrado no livro "Memórias de Um Suicida", escrito pela médium Yvonne do Amaral Pereira, em uma passagem muito interessante da narrativa de um materialista suicida, Belarmino de Queiroz :.... "Eu julgava, sinceramente, que o túmulo absorveria minha personalidade, transmudando-a na essência que se perderá nos abismos da Natureza: - seria o Nada!7.”
Em "O Livro dos Espíritos", na questão de número 06,os Espíritos superiores comentam sobre o sentimento íntimo que cada pessoa tem, sobre a existência de Deus8. Então, tendo em vista este sentimento já existente dentro do ser humano, como pode ser justificado o ateu?

Em nota explicativa neste capitulo e passagem acima descrita, Allan Kardec1 explica :
... ”Aqui há todo um corolário de idéias. Muitas vezes nos perguntamos como pode haver materialistas quando, tendo eles passado pelo mundo espiritual, deveriam ter do mesmo a intuição; ora, é precisamente essa intuição que é recusada a alguns Espíritos que, conservando o orgulho, não se arrependeram das suas faltas. Para esses tais, a prova consiste na aquisição, durante a vida corporal e à custa do próprio raciocínio, da prova da existência de Deus e da vida futura que têm, por assim dizer, incessantemente sob os olhos. Muitas vezes, porém, a presunção de nada admitir, acima de si, os empolga e absorve. Assim, sofrem eles a pena até que, domado o orgulho, se rendem à evidência.” 1

...”Que motivo poderia ter-vos levado ao suicídio? - R. O tédio de uma vida sem esperança.” 1
A falta de crença num Ser Superior, e a idéia de que tudo acaba com a morte, tornam os seres humanos desesperançados, inseguros e angustiados.

“...A incredulidade, a simples dúvida sobre o futuro, as idéias materialistas, numa palavra, são os maiores incitantes ao suicídio; ocasionam a covardia moral. Quando homens de ciência, apoiados na autoridade do seu saber, se esforçam por provar aos que os ouvem ou lêem que estes nada têm a esperar depois da morte, não estão de fato levando-os a deduzir que, se são desgraçados, coisa melhor não lhes resta senão se matarem? Que lhes poderiam dizer para desviá-los dessa conseqüência? Que compensação lhes pode oferecer? Que esperança lhes pode dar? Nenhuma, a não ser o nada. Daí se deve concluir que, se o nada é o único remédio heróico, a única perspectiva, mais vale buscá-lo imediatamente e não mais tarde, para sofrer por menos tempo. A propagação das doutrinas materialistas é, pois, o veneno que inocula a idéia do suicídio na maioria dos que se suicidam, e os que se constituem apóstolos de semelhantes doutrinas assumem tremenda responsabilidade. Com o Espiritismo, tornada impossível a dúvida, muda o aspecto da vida. O crente sabe que a existência se prolonga indefinidamente para lá do túmulo, mas em condições muito diversas; donde a paciência e a resignação que o afastam muito naturalmente de pensar no suicídio; donde, em suma, a coragem moral.9”

“...Quisestes escapar às vicissitudes da vida... Adiantastes alguma coisa? Sois agora mais feliz?1

“...Tende a bondade de nos descrever do melhor modo possível a vossa atual situação1

“R. Sofro pelo constrangimento em que estou de crer em tudo quanto negava. Meu Espírito está como num braseiro, horrivelmente atormentado.” 1

“...Podereis dar-nos uma descrição mais precisa dos vossos sofrimentos?1

“R. Não sofreis aí na Terra no vosso orgulho, no vosso amor-próprio, quando obrigados a reconhecer os vossos erros?1

"O vosso Espírito não se revolta com a idéia de vos humilhardes a quem vos demonstre o vosso erro? Pois bem! Julgai quanto deve sofrer o Espírito que durante toda a sua vida se persuadiu de que nada existia além dele, e que sobre todos prevalecia sempre a sua razão. Encontrando-se de súbito em face da verdade imponente, esse Espírito sente-se aniquilado, humilhado. A isso vem ainda juntar-se o remorso de haver por tanto tempo esquecido a existência de um Deus tão bom, tão indulgente. A situação é insuportável; não há calma nem repouso; não se encontra um pouco de tranqüilidade senão no momento em que a graça divina, isto é, o amor de Deus, nos toca, pois o orgulho de tal modo se apossa de nós, que de todo nos embota, a ponto de ser preciso ainda muito tempo para que nos despojemos completamente dessa roupagem fatal. Só a prece dos nossos irmãos pode ajudar-nos nesses transes.” 1

A morte, como fenômeno natural, tem as suas leis que o Espiritismo revela através de rigorosa investigação. O sofrimento do suicida decorre do rompimento arbitrário dessas leis. As conseqüências do suicídio são muito diversas; não há penas fixadas, e em todos os casos são sempre relativas às causas que a ele conduziram; mas uma conseqüência à qual o suicida não pode escapar, é o desapontamento. De resto, a sorte não é a mesma para todos : depende das circunstâncias ; alguns expiam sua falta imediatamente, outros em uma nova existência que será pior que aquela da qual interromperam o curso10 ou em existências compostas mais ou menos dos mesmos detalhes visando, neste caso, testar-lhe, apos a estada no processo educativo ocorrido na vida espiritual, o teor de entendimento já conquistado, situação esta que se à primeira vista pode parecer a mais suave,na realidade seja a mais difícil. Bloqueio, lesões físicas, deformidades, doenças desde o berço, limitações de vários teores, serão sempre relativas e particularizadas, isto è adequadas a cada um.

Laurelucia Orive Lunardi
Abril / 2007
 
Bibliografia:
1. Kardec ,Allan, “ Céu e Inferno” CapituloV : Suicidas 
2. Enciclopédia das ciências filosóficas em compêndio (1830), tradução de Paulo Meneses, São Paulo: edições Loyola, vol. I (A ciência da lógica) 1995. 3. Rohden, Valério, Interesse da Razão e Liberdade. São Paulo: Ática, 1981 
4. Kojève, Alexandre. Introdução à leitura de Hegel, tradução de Estela dos Santos Abreu, Rio de Janeiro: Contraponto/Editora da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, 2002. 
5. Thomas, H Huxley Man's Place in Nature Edit. Modern Library Science) 
6. Rubens Rodrigues Torres Filho ,Sobre Kant São Paulo: EDUSP/Iluminuras, 1993. 
7. Yvonne do Amaral Pereira, "Memórias de Um Suicida", 
8. Kardec ,Allan, "O Livro dos Espíritos", questão 06. 
9. Kardec ,Allan ,O Evangelho Segundo o Espiritismo" - Capítulo V, item 16 10. Kardec ,Allan, "O Livro dos Espíritos", questão 957.
 
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