Untitled Document
 
Olá! CONECTE-SE AO CEBATUIRA ou CADASTRE-SE!
Untitled Document
Sua cesta está vazia
Rua Rodriges Alves, 588
Ribeirão Preto - S.P.
Cep: 14050-090 - Vila Tibério

Centro Espírita Batuíra Favoritos Centro Espírita Batuíra FACEBBOK
 Home   Centro Espírita   Loja Virtual   BELE   Estudos   Efemérides   Mensagens   Onde Estamos   Contato 
 
Estudos Imprimir Indique voltar
O Livro dos Médiuns  |  Segunda Parte Das Manifestações Espíritas   |  Capitulo IX - Dos Lugares Assombrados   |  02/05/2005
LOCAIS ASSOMBRADOS
Contém o ensino especial dos Espíritos sobre a teoria de todos os gêneros de manifestações, os meios de comunicação com o Mundo Invisível, o desenvolvimento da mediunidade, as dificuldades e os escolhos que se podem encontrar na prática do Espiritismo.

SEGUNDA PARTE

DAS MANIFESTAÇÕES ESPIRITAS

CAPITULO IX

LOCAIS ASSOMBRADOS

Estudo 46 - Item 132

            A crença na existência de locais assombrados tem sua origem nas manifestações espontâneas verificadas em todos os tempos e também na insistência de alguns espíritos em mostrarem sua presença em certos lugares. As seguintes respostas foram dadas a Allan Kardec sobre esse assunto. 

1ª Os Espíritos se apegam somente a pessoas ou também às coisas? 

— Depende da elevação deles. Alguns Espíritos podem apegar-se aos objetos terrenos. Os avarentos, por exemplo, que esconderam seus tesouros e que ainda não estão bastante desmaterializados, podem ainda espreitá-los e guardá-los.

2ª Os Espíritos errantes têm predileção por alguns lugares?

— O princípio ainda é aqui o mesmo. Os Espíritos desapegados das coisas terrenas preferem os lugares onde são amados. São mais atraídos pelas pessoas do que pelos objetos materiais. Contudo, há os que podem, momentaneamente, ter preferência por certos lugares, mas são sempre Espíritos imperfeitos. 

3ª Se o apego dos Espíritos a um local é sinal de inferioridade, será também de que são maus Espíritos?

— Certamente que não. Pode um Espírito ser pouco adiantado sem que por isso seja mau. Não se observa o mesmo entre os homens?

4ª Tem qualquer fundamento a crença de que os Espíritos freqüentam de preferência as ruínas? 

— Nenhum. Os Espíritos vão a tais lugares como a todos os outros. A imaginação dos homens é que, despertada pelo aspecto lúgubre de certos locais, atribui aos Espíritos efeitos muito naturais. Quantas vezes o medo não tem feito que se tome por fantasma a sombra de uma árvore e por espectros o grito de um animal ou o sopro do vento? Os Espíritos gostam da presença dos homens por isso preferem os lugares habitados aos lugares desertos.

a) Contudo, pelo que sabemos da diversidade dos caracteres entre os Espíritos, deve haver entre eles os que preferem a solidão.

— Por isso não respondi de modo absoluto à questão. Disse que eles podem ir aos lugares abandonados como a toda parte. É evidente que os que se mantêm afastados é porque isso lhes apraz. Mas isso não quer dizer que, forçosamente, tenham predileção pelas ruínas, pois o certo é que eles se acham muito mais nas cidades do que nos lugares desertos.

5ª Qual a origem da crença em lugares assombrados considerando que as crenças populares guardam um fundo de verdade? 

— O fundo de verdade está na manifestação dos Espíritos, na qual o homem instintivamente acreditou desde todos os tempos. Mas, conforme disse acima, o aspecto lúgubre de certos lugares lhe fere a imaginação e esta o leva naturalmente a colocar nesses lugares os seres que ele considera sobrenaturais. Demais, a entreter essa crença supersticiosa, aí estão as narrativas poéticas e os contos fantásticos com que o acalentam na infância.

6ª Os Espíritos que costumam reunir-se escolhem dias e horas para fazê-lo?

— Não. Os dias e as horas são medidas de tempo para uso dos homens e para a vida corpórea das quais os Espíritos nenhuma necessidade sentem e nenhum caso fazem.

7ª Qual a origem da idéia de que os Espíritos aparecem de preferência à noite? 

— Da impressão que o silêncio e a obscuridade produzem na imaginação. Todas essas crenças são superstições que o conhecimento racional do Espiritismo destruirá. O mesmo se dá com os dias e as horas que muitos julgam lhes serem mais favoráveis. Fica certo de que a influência da meia-noite nunca existiu, a não ser nos contos.

a) Sendo assim, por que é que alguns Espíritos anunciam sua vinda e suas manifestações para certos e determinados dias, como a sexta-feira, por exemplo?

— São Espíritos que se aproveitam da credulidade humana para se divertirem. É pela mesma razão que uns se dizem o diabo ou se dão nomes infernais. Mostrai-lhes que não sois tolos e não mais voltarão.

8ª Os Espíritos visitam de preferência os túmulos onde repousam seus corpos? 

— O corpo era uma simples veste. Do mesmo modo que o prisioneiro nenhuma atração sente pelas correntes que o prendem, os Espíritos nenhuma atração experimentam pelo envoltório que os fez sofrer. A lembrança das pessoas que lhes são caras é a única coisa que para eles tem valor.

a) As preces que se fazem sobre seus túmulos são mais agradáveis para eles e os atraem mais doa que as feitas em outros lugares? 

— A prece é uma evocação que atrai os Espíritos; tanto maior ação terá quanto mais fervorosa e sincera for. Ora, junto de um túmulo venerado as pessoas se concentram mais. O que atua sobre o Espírito é sempre o pensamento e não os objetos materiais. As relíquias guardadas influem mais sobre aquele que ora, fixando-lhe a atenção, do que sobre o Espírito.

9ª Diante disso, parece que não se deve considerar absolutamente falsa a crença em lugares mal-assombrados? 

— Dissemos que certos Espíritos podem sentir-se atraídos por coisas materiais. Podem sê-lo por determinados lugares, onde parecem estabelecer domicílio, até que desapareçam as circunstâncias que os faziam buscar esses lugares.

a) Que circunstâncias podem induzi-los a buscar tais lugares? 

— A simpatia por algumas das pessoas que os freqüentam, ou o desejo de com elas se comunicarem. Entretanto, nem sempre os animam intenções louváveis. Quando são Espíritos maus, podem pretender tirar vingança de pessoas de quem guardam queixas. A permanência em determinado lugar também pode ser, para alguns, uma punição que lhes é infligida, sobretudo se ali cometeram um crime, a fim de que o tenham constantemente diante dos olhos (1).

(1) Veja-se Revue Spirite, de fevereiro de 1860: "História de um danado".

10ª Os lugares assombrados sempre o são por seus antigos moradores? 

— Sempre, não - às vezes, pois, se o antigo morador for um Espírito elevado não ligará mais à sua antiga habitação do que ao seu corpo. Os Espíritos que assombram certos lugares quase sempre o fazem por capricho, a menos que sejam atraídos pela simpatia que lhes inspirem determinadas pessoas.

a) Podem fixar-se num lugar com o objetivo de protegerem uma pessoa ou sua família?

— Certamente, se forem Espíritos bons; porém, neste caso, nunca manifestam sua presença por meios desagradáveis. 

11ª Haverá alguma coisa de real na história da Dama Branca? 

— Mero conto, extraído de mil fatos verdadeiros (A Dama Branca é uma figura das antigas mitologias escocesas e alemãs que aparece em lendas populares.)

12ª É racional temer os lugares assombrados pelos Espíritos? 

— Não. Os Espíritos que assombram certos lugares e os põem em polvorosa, antes querem divertir-se à custa da credulidade e da covardia dos homens, do que fazer mal. Lembrai-vos de que em toda parte há Espíritos e de que onde quer que estejais, os tereis ao vosso lado, ainda mesmo nas mais tranqüilas habitações. Quase sempre, eles só assombram certas casas, porque encontram oportunidade de manifestarem sua presença nelas.

13ª Há meios de os expulsar?

— Sim, mas quase sempre o que se faz para afastá-los serve mais para atraí-los. O melhor meio de expulsar os maus Espíritos consiste em atrair os bons. Atraí, pois, os bons Espíritos, praticando todo o bem que puderes, e os maus desaparecerão, visto que o bem e o mal são incompatíveis. Sede sempre bons e somente bons Espíritos tereis junto de vós.

a) Mas há pessoas muito boas que vivem às voltas com as tropelias dos maus Espíritos. Por quê? 

— Se essas pessoas são realmente boas, isso acontece talvez como prova, para lhes exercitar a paciência e concitá-las a se tornarem ainda melhores. Fica certo, porém, de que não são os que continuamente falam das virtudes que mais as possuem. Aquele que é possuidor de qualidades reais quase sempre o ignora, ou delas nunca fala.

14ª Que se deve pensar da eficácia dos exorcismos para expulsar dos lugares mal-assombrados os maus Espíritos? 

— Já tiveste ocasião de verificar a eficácia desse processo? Não tens visto, ao contrário, as tropelias redobrarem de intensidade, depois das cerimônias do exorcismo? É que os Espíritos que as causam se divertem com o serem tomados pelo diabo. Os Espíritos que não têm má intenção podem também manifestar sua presença por meio de arruídos e até tornando-se visíveis, mas nunca praticam desordens, nem incômodos. São, freqüentemente, Espíritos sofredores, cujos sofrimentos podeis aliviar orando por eles. Outras vezes, são mesmo Espíritos benevolentes que querem provar sua presença junto de vós, ou, então, Espíritos levianos que brincam. Como quase sempre os que perturbam o repouso com barulho são Espíritos brincalhões, o que melhor se tem a fazer é rir do que fazem. Eles se afastam ao verem que não conseguem amedrontar ou impacientar. (Ver capítulo V: Das manifestações espontâneas).

            Resulta das explicações acima haver Espíritos que se apegam a certos locais e neles permanecem de preferência, sem que tenham necessidade de manifestar sua presença por meio de efeitos sensíveis. Qualquer lugar pode constituir morada obrigatória ou predileta de um Espírito, mesmo que seja mau, sem que jamais haja produzido alguma manifestação.

            Os Espíritos que se ligam a locais ou coisas materiais nunca são superiores, mas por não serem superiores não tem de ser maus ou de alimentar más intenções. São mesmo, algumas vezes, companheiros mais úteis do que prejudiciais, pois caso se interessem pelas pessoas podem protegê-las

Tereza Cristina D'Alessandro
Maio / 2005.
 
Bibliografia:
KARDEC, Allan - O Livro dos Médiuns: 2.ed. São Paulo: FEESP, 1989 - Cap IX - 2ª Parte
 
ENVIE SEU COMENTÁRIO
ADICIONAR AOS FAVORITOS
 
Documento sem título
 
  Menu
  Estudos
 Estudos Obras Básicas
ESTUDOS BATUIRA  O Livro dos Espíritos
ESTUDOS BATUIRA  O Livro dos Médiuns
ESTUDOS BATUIRA  O Evangelho Segundo o Espiritismo
ESTUDOS BATUIRA  O Céu e o Inferno
ESTUDOS BATUIRA  A Gênese
 Estudos sobre evangelização e mocidade
ESTUDOS BATUIRA  Evangelização Infantil
ESTUDOS BATUIRA  Mocidade Espírita Batuira
 Estudos temáticos
ESTUDOS BATUIRA  Estudo Evangélico
ESTUDOS BATUIRA  Ciência Rumo ao Espiritísmo
BATUIRA RIBEIRAO PRETO Home
BATUIRA RIBEIRAO PRETO Centro Batuira
BATUIRA RIBEIRAO PRETO Loja Virtual
BATUIRA RIBEIRAO PRETO BELE
BATUIRA RIBEIRAO PRETO Bazar
BATUIRA RIBEIRAO PRETO Mensagens
BATUIRA RIBEIRAO PRETO Poesias
BATUIRA RIBEIRAO PRETO Reflexões Espíritas
BATUIRA RIBEIRAO PRETO Coral
BATUIRA RIBEIRAO PRETO Batuira em Coral
BATUIRA RIBEIRAO PRETO Contato
BATUIRA RIBEIRAO PRETO Onde estamos
BATUIRA RIBEIRAO PRETO Calendário C.E.B.
BATUIRA RIBEIRAO PRETO Programação Especial
BATUIRA RIBEIRAO PRETO Mapa do site
BATUIRA RIBEIRAO PRETO Canal Batuira
BATUIRA RIBEIRAO PRETO Galeria de Fotos
BATUIRA RIBEIRAO PRETO Meu Cadastro
BATUIRA RIBEIRAO PRETO Meus favoritos
BATUIRA RIBEIRAO PRETO Meus Pedidos
BATUIRA RIBEIRAO PRETO Minhas Participações
   
   
   
 
 
Receba nosso Newsletter
Receba nossas mensagens, calendário e estudos por e-mail
enviar
 
Rua Rodriges Alves, 588
Ribeirão Preto - S.P.
Cep: 14050-090 - Vila Tibério
  Centro Espirita Batuira Favoritos   Centro Espirita Batuira FACEBBOK
 Copyright 2014 | Centro Espírita Batuira- Todos os direitos reservados.          by vianett