A Alma e o Sono
O que é o sono?
Ensina a Doutrina Espírita que é o desprender da alma que sai do corpo, embora a ele permaneça ligada pelo cordão fluídico ou fio prateado. É o irmão da morte com a diferença que nesta o laço é desatado.

Nesse desprender o corpo repousa; restaura-se o organismo material, enquanto a alma, nesse tempo recupera em parte a liberdade temporária, uma vez que continua presa ao corpo físico.

Na emancipação, os sentidos espirituais se expandem, entram em ação. À medida que esmaecem os sentidos físicos, outros meios poderosos despertam nas profundezas do ser que começa a perceber a realidade com os sentidos internos: imagens, cenas a distância se desenrolam; trava-se naturalmente, conversas com encarnados e desencarnados. A clareza desses acontecimentos será limitada pelo teor evolutivo de cada um. Para a grande maioria tudo se apresenta num movimento incoerente e confuso.

Como, entretanto, a alma está ligada ao corpo físico pelo cordão de prata, as impressões que passam ao cérebro físico aparentam desordem, falta de nexo. Tal acontece porque a alma esta desviada das estruturas físicas não mais atuando nas vibrações cerebrais.

Segundo capacidade, o tempo desse sono físico seria usado para reparar perdas vitais causadas pelo trabalho diário, inclusive absorvendo energéticos tirados da Natureza, do mundo cósmico segundo necessidades.  Usou-se o verbo no condicional, porque estaria aí a função ideal, e não é o que comumente acontece. A grande maioria conseguindo relativo relaxamento, o Espírito não se desprende: volta ao trabalho, às preocupações, planos: procura pessoas com as quais gostaria de dizer isto ou aquilo; vai a lugares que em vigília não se permitiria frequentar, enfim, o Espírito não se desprende. O despertar, ao invés de carrear entusiasmo, alegria das possibilidades, é envolto no cansaço maior do que o sentido ao ir dormir. A alma, portanto, não se emancipou no sentido real de como deveria ser; ficou ao lado do corpo, imerso nas preocupações da matéria. Quando é possível, quando o encarnado se descontrai, entrega-se à companhia dos amigos espirituais, deixa o corpo, parte com eles, na proporção evolutiva que desfrute, exerce a faculdade de visão a distância, aprende, estuda, trabalha, serve, reencontra amores; é fortalecido face a situações delicada que esteja passando, enfim, vive antecipadamente a vida livre do Espírito imortal.

Às vezes, ao acordar, parece querer subsistir alguma impressão de coisas importantes vividas; tenta-se firmar o pensamento e tudo se esvai.

Reafirme-se: quanto mais a alma se afasta do corpo e penetra nas regiões fluídicas, mais vaga é a lembrança ao acordar. O cérebro físico deixa de registrar as percepções da alma; é possível que algum resquício subsista, mas dilui-se em meio às sensações da matéria.

Os Espíritos que velam pelos encarnados também usam desses momentos para exercitarem os encarnados na vida fluídica, ficando impressões tão fortes, que na hora necessária, surgem na mente como uma ideia, um pensamento que o homem não sabe explicar como tão brilhante e oportuna solução apareceu.

Conhecer o sono e o estado da alma durante ele é de importância no sentido de fazer dele um treino para um tempo em que as condições da alma no além serão diferentes.

 Leda Marques Bighetti – Agosto/2020
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2020/9/20 | 00:33:34

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