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O Céu e o Inferno  |  Segunda Parte - Exemplos Capitulo V     |  01/06/2007
SUICIDAS - 8
ANTOINE BELL
“...Ao guia do médium: - Um Espírito obsessor pode, realmente, levar o obsediado ao suicídio?(1)

O tema obsessão é de há muito tempo, conhecido da Medicina Clássica e se caracteriza por expressar um pensamento contínuo capaz de, com o tempo, desestruturar a personalidade. No conceito Espírita, obsessão é uma patologia de ordem psíquica e emocional.Consiste num constrangimento das atividades de um Espírito (encarnado ou não) pela ação de um outro. A influência espiritual só é qualificada como obsessão quando se observa uma perturbação constante, se esta é esporádica, ela não se caracterizará como uma obsessão. “...A palavra obsessão é, de certo modo, um termo genérico, pelo qual se designa esta espécie de fenômeno, cujas principais variedades são: a obsessão simples, a fascinação e a subjugação." (2).

Allan Kardec sobre este assunto apresenta na Revista Espírita, ano de 1858, mês de Outubro(3) o que se segue: 

....”Os Espíritos não são iguais nem em poder, nem em conhecimento, nem em sabedoria. Como não passam de almas humanas desembaraçadas de seu invólucro corporal, ainda apresentam uma variedade maior que a que encontramos entre os homens na Terra. Há, pois, Espíritos muito superiores, como os há muito inferiores; muito bons e muito maus muito sábios e muito ignorantes, há os levianos, malévolos, mentirosos, astutos, hipócritas, espirituosos, trocistas etc. •- Estamos incessantemente cercados por uma nuvem de Espíritos que, nem por serem invisíveis aos nossos olhos materiais, deixam de estar no espaço, em redor de nós, ao nosso lado, espiando os nossos atos, lendo os nossos pensamentos, uns para nos fazer o bem, outros para nos fazer o mal, segundo os Espíritos bons ou maus. •- Pela inferioridade física e moral de nosso globo, na hierarquia dos mundos, os Espíritos inferiores aqui são mais numerosos que os superiores. •- Entre os que nos cercam, há os que se ligam a nós, que agem mais”. particularmente sobre o nosso pensamento, aconselhando-nos, e cujo impulso seguimos sem nos apercebermos; felizes se escutarmos a voz dos bons. 
- Liga-se os Espíritos inferiores àqueles que os ouvem, junto aos quais têm acesso e aos quais se agarram. Se conseguirem estabelecer domínio sobre alguém, identificam-se com o seu próprio Espírito, fascinam-no, obsediam-no, subjugam-no e o conduzem como se fosse uma criança. 
- A obsessão jamais se dá senão por Espíritos inferiores. Os bons Espíritos não produzem nenhum constrangimento; aconselham, combatem a influência dos maus e se afastam, desde que não sejam ouvidos. 
- O grau de constrangimento e a natureza dos efeitos que produz marcam a diferença entre a obsessão, a subjugação e a fascinação. 
- Por sua vontade pode sempre o homem sacudir o jugo dos Espíritos imperfeitos, porque em virtude de seu livre arbítrio, há escolha entre o bem e o mal. Se o constrangimento chegou a ponto de paralisar a vontade e se a fascinação é tão grande que oblitera a razão, então a vontade de uma terceira pessoa pode substituí-la. “

As causas da obsessão segundo Joanna de Ângelis (Espírito) (4) são: 

“ Inerentes à individualidade que lhe padece o constrangimento, suas causas se originam no passado culposo, em cuja vivência o homem, desatrelado dos controles morais, arbitrariamente se permitiu consumir por deslizes e abusos de toda ordem, com o comprometimento das reservas de previdência e tirocínio racional.”

As obsessões relativas ao passado são aquelas provenientes do processo de evolução a que todos os Espíritos estão sujeitos. Nas suas experiências reencarnatórias, por ignorância ou livre arbítrio, um Ser pode cometer faltas graves em prejuízo do próximo. Se a desavença gerar ódio, o desentendimento poderá perdurar por encarnações a fio, despontando nos desafetos, brigas, desejos de vingança e perseguição. Casos assim podem dar origem a processos obsessivos tenazes. A subjugação é um desse tipo de obsessão, e se caracteriza por apresentar um elevado grau de domínio do aspecto corporal e às vezes moral do paciente,sempre acontecendo por afinidade e sintonia mental,onde a vontade do obsidiado se anula . Joanna de Angelis sobre este tema coloca que :

“...A identificação vibratória é sempre o recurso que faculta o intercâmbio nefasto do agressor sobre aquele que lhe padecerá a influência perniciosa. Na raiz de todo desafio obsessivo, encontra-se pulsante o ser endividado, que, não tendo adquirido valores éticos substanciais, é compelido por automatismos vibratórios a sintonizar com aqueles desencarnados que lhe são semelhantes, sejam-lhe as vítimas transitas ou outros que se lhe assemelham.Tratando-se de seres pensantes, portadores de discernimento e de lucidez, embora embotados pela ignorância ou pela impiedade, urdem planos hábeis, aguardando os momentos próprios para iniciar ou dar prosseguimento a desforços injustificados, gerando parasitose cruel.”(5)

Este é o caso de Antoine Bell , caixa de uma casa bancária do Canadá e suicidou-se a 28 de fevereiro de 1865, cujo caso foi relatado por um contemporâneo seu:

.... "Conhecia-o, havia perto de 20 anos, como homem pacato e chefe de numerosa família. De tempos a certa parte imaginou ter comprado um tóxico na minha farmácia, servindo-se dele para envenenar alguém. Muitas vezes vinha suplicar-me para lhe dizer a época de tal compra, tomado então de alucinações terríveis. Perdia o sono, lamentava-se, batia nos peitos. A família vivia em constante ansiedade das 4 da tarde às 9 da manhã, hora esta em que se dirigia para a casa bancária, onde, aliás, escriturava os seus livros com muita regularidade, sem que jamais cometesse um só erro. Habitualmente dizia sentir dentro de si um ente que o fazia desempenhar com acerto e ordem a sua contabilidade. Quando se afigurava convencido da extravagância das suas idéias, exclamava: - "Não; não; quereis iludir-me... lembro-me... é a verdade..."(1)

O processo obsessivo que culminou com o seu enforcamento é relatado pelo próprio suicida:

“...eu era bom por natureza, e, depois de submetido, como todos os homicidas, ao tormento da visão perseverante da vítima, que me perseguia qual vivo remorso, dela me descartei depois de muitos anos, pelo meu arrependimento e pelas minhas preces. Recomecei outra existência - a última -que atravessei calmo e tímido. Tinha em mim como que vaga intuição da minha inata fraqueza, bem como da culpa anterior, cuja lembrança em estado latente conservara.Mas um Espírito obsessor e vingativo, que não era outro senão o pai da minha vítima, facilmente se apoderou de mim e fez reviver no meu coração, como em mágico espelho, as lembranças do passado”(1)

Neste relato, Antoine mostra que o processo obsessivo se instalou graças a psicosfera criada a partir do sentimento de culpa e do remorso.

Léon Denis em O Problema do Ser, do Destino e da Dor(6), destaca:

"Mais cedo ou mais tarde, todo o produto do Espírito reverte para seu autor com suas conseqüências, acarretando-lhe, segundo o caso, o sofrimento, uma diminuição, uma privação de liberdade..."

"O pensamento, dizíamos, é criador, não atua somente ao nosso redor, influenciando nossos semelhantes para o bem ou para o mal, atua principalmente em nós; gera nossas palavras, nossas ações e, com ele construímos, dia-a-dia, o edifício grandioso ou miserável de nossa vida presente e futura".

O uso inadequado do livre-arbítrio desencadeia, no faltoso, reações profundamente desarmônicas do tipo arrependimento e remorso, contingências responsáveis por sofrimentos prolongados, desde que o indivíduo não se proponha a reparar, assim que possível, o mal cometido.O remorso equivale a uma certa quantidade de energia desequilibrada a vibrar nos fulcros localizados na intimidade do corpo espiritual.

...”Tenho horror ao meu crime e sou muito infeliz!” “.....há já bastante tempo que vivia numa cidade banhada pelo Mediterrâneo. Amava, então, uma bela moça que me correspondia; mas, pelo fato de ser pobre, fui repelido pela família. A minha eleita participou-me que desposaria o filho de um negociante cujas transações se estendiam para além de dois mares, e assim fui eu desprezado. Louco de dor, resolvi acabar com a vida, não sem deixar de assassinar o detestado rival, saciando o meu desejo de vingança. Repugnando-me os meios violentos, horrorizava-me a perpetração do crime, porém o meu ciúme a tudo sobrepujou. Na véspera do casamento, morria o meu rival envenenado, pelo meio que me pareceu mais fácil. Eis como se explicam as reminiscências do passado... Sim, eu já reencarnei, e preciso é que reencarne ainda... Oh! meu Deus, tende piedade das minhas lágrimas e da minha fraqueza!”(1)

Destaque-se que o Espírito, encarnado ou desencarnado, que localiza seus pensamentos na esfera dos sentimentos improducentes, como a dor, o remorso, o orgulho e o ódio, situa toda sua atenção em uma idéia fixa. Tal procedimento, resultado do livre arbítrio, reduz o padrão vibratório do indivíduo, favorecendo o intercâmbio de idéias semelhantes e dificultando a ação benéfica de Espíritos que queiram auxiliar. 

Nesta situação o Ser (encarnado ou desencarnado), passa obrigatoriamente a contemplar, dentre suas possibilidades sensoriais, as cenas, sons e percepções relacionados com os atos indevidos que tenha procedido, contrariando as leis da natureza, pelo tempo equivalente àquele gasto nos atos cometidos. Existem diversos relatos de Espíritos que permaneceram séculos isolados do mundo exterior, escravizados a um tipo de pensamento ou idéia, só conseguindo se libertar pela bênção da reencarnação, igualmente compulsória, com o auxílio da expiação renovadora.No caso dos encarnados as monos-idéias, levam ou a processos auto obsessivos ou abrem caminho para a obsessão por terceiros.

Os Espíritos disseram a Allan Kardec em "A Gênese(7), "O pensamento é para o Espírito o que a mão é para o homem".
Sobre isto Joanna de Angelis(4) comenta:

..”Originária, às vezes, da consciência perturbada pelas faltas cometidas nas existências passadas, e ainda não expungidas - renascendo em forma de remorsos, recalques, complexos negativos, frustrações, ansiedades -, impõe o auto-supliciamento, capaz, de certo modo, de dificultar novos deslizes, mas ensejando, infelizmente, quase sempre, desequilíbrios mais sérios...”

Confirmando assim o relato de Antoine(1)

.... Fascinado por esse demônio obsessor, deixei-me arrastar para o suicídio. Sou muito culpado realmente, porém menos do que se deliberasse por mim mesmo. Os suicidas da minha categoria, incapazes por sua fraqueza de resistir aos obsessores, são menos culpados e menos punidos do que os que abandonam a vida por efeito exclusivo da própria vontade.(1) 

Sobre a questão da culpabilidade deste processo( suicídio decorrente de obsessão) os Espíritos comentam com Allan Kardec no Livro O Céu e o Inferno(1):

“... a obsessão que, de si mesma, é já um gênero de provação, pode revestir todas as formas. Mas isso não quer dizer isenção de culpabilidade. O homem dispõe sempre do seu livre-arbítrio e, conseguintemente, está em si o ceder ou resistir às sugestões a que o submetem. 

Assim é que, sucumbindo, o faz sempre por assentimento da sua vontade. Quanto ao mais, o Espírito tem razão dizendo que a ação instigada por outrem é menos culposa e repreensível, do que quando voluntariamente cometida. Contudo, nem por isso se inocenta de culpa, visto como, afastando-se do caminho reto, mostra que o bem ainda não está vinculado ao seu coração.”

O obsessor terá que responder por ter agido contra as leis divinas. O suicida que desencarna em processo obsessivo tem o mesmo tipo de atenuante daquele que comete o suicídio em processo de loucura. Deus é justo.

Laurelucia Orive Lunardi
Junho / 2007
 
Bibliografia:
1. Kardec, Allan, O Céu e o Inferno, CapituloV : Suicidas . 
2. Kardec, Allan, O Livros dos Médiuns, item 237. 
3. Kardec, Allan, Revista Espírita, ano de 1858, mês de Outubro 
4. Franco, Divaldo Pereira (Joanna de Ângelis ) "Após a Tempestade" 
5. Franco, Divaldo Pereira (Joanna de Ângelis )” Parasitose Perigosa”, Jornal Mundo Espírita de Março de 1998. 
6. Denis, Léon " O Problema do Ser do Destino e da Dor " , Cap. XXIII. 
7. Kardec, Allan, " A Gênese ", Capítulo XIV: "Os Fluidos”.
 
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