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Mocidade Espírita Batuira   |  Integração do Jovem no Centro Espírita   |  02/06/2003
CAUSAS DO ESQUECIMENTO DO PASSADO - PARTE II
Continuação do estudo anterior

O porque do esquecimento

Causas Físicas:

O esquecimento representa a diminuição do estado vibratório do Espírito, em contato com a matéria. Esse esquecimento é necessário.
            
Tomando um novo corpo, a alma tem necessidade de adaptar-se a esse instrumento. Precisa abandonar a bagagem dos seus vícios, dos seus defeitos, das suas lembranças nocivas, das suas vicissitudes nos pretéritos tenebrosos. Necessita de nova virgindade; um instrumento virgem lhe é então fornecido. Os neurônios desse novo cérebro fazem a função de aparelhos quebradores da luz; o sensório (parte do cérebro, que consideram como centro comum de todas as sensações) limita as percepções do Espírito. Sua consciência é apenas a parte emergente da sua consciência espiritual; seus sentidos constituem apenas o necessário à sua evolução no plano terrestre.
            
Daí a exigüidade das suas percepções visuais e auditivas, em relação ao número inconcebível de vibrações que o cercam.
            
Durante a reencarnação, a matéria cobre o perispírito com seu manto espesso; comprime, apaga-lhe as radiações.
Nos queixamos muitas vezes de não conseguirmos nos lembrar de todas as coisas que necessitamos no dia-a-dia: compromissos e obrigações com estudo, trabalho, família, amigos, horários a cumprir, desafios diários a enfrentar. Nossa memória às vezes não falha? Imaginemos então, se recordássemos de todas as nossas existências?

Causas Morais:

Quantas coisas que são obstáculos a nossa paz interna, que quiséramos eliminar da nossa existência atual ? Que seria pois, se nosso passado se desenrolasse sem cessar, com todos os pormenores, diante de nossa vista? A experiência nem sempre é adquirida de forma fácil, às vezes as provas são rudes, as expiações terríveis, e se os sofrimentos da vida parecem longos, penosos, que seriam, se aumentados com as lembranças dos sofrimentos passados?

Ex: Um homem honesto hoje, mas que deve este aprendizado aos rudes castigos que suportou por faltas que atualmente repugnariam sua consciência; gostaria de lembrar-se de ter sido enforcado ou preso por isso? A vergonha não o perseguiria sabendo que todos conhecem o seu passado de erros? Ele não seria cobrado, marginalizado pelo seu passado? 
            
Temos disso uma prova atual: 
           
 Um presidiário que tome a firme resolução de se tornar honesto; que ocorre em sua saída?
            
É repelido pela sociedade e essa repulsa, quase sempre o recoloca no vício.
            
Suponhamos, ao contrário, que todo o mundo ignore seus antecedentes... ele será bem acolhido.
            
Se ele próprio pudesse esquecer seu erro não seria por isso menos honesto e poderia andar de cabeça erguida ao invés de curvá-la sob a vergonha da recordação.
            
O homem, que vem a este mundo para agir, desenvolver as suas faculdades, conquistar novos méritos, deve olhar para frente e não para trás. Diante dele abre-se, cheio de esperanças e promessas, o futuro.
           
 A Lei Suprema, ordena-lhe que avance resolutamente e, para tornar-lhe a marcha mais fácil, para livrá-lo de todas as prisões, de todo peso, estende um véu sobre o seu passado.

Há uma grande curiosidade em se conhecer o passado. É possível ? É bom? 

Integrado na vida corpórea, o Espírito perde momentaneamente a lembrança de suas existências anteriores. Tem às vezes uma vaga consciência, e elas podem mesmo lhe ser reveladas em certas circunstâncias. Mas isto não acontece senão pela vontade dos Espíritos Superiores, que o fazem espontaneamente, com um fim útil, e jamais para satisfazer uma curiosidade vã.
           
 A recordação das vidas anteriores só pode ser proveitosa ao Espírito bastante evoluvido, bastante senhor de si para suportar-lhe o peso sem fraquejar, com suficiente desapego das coisas humanas para contemplar com serenidade o espetáculo de sua história, reviver as dores que padeceu, as injustiças que sofreu, as traições dos que amou. É privilégio doloroso conhecer o passado dissipado, passado de sangue e lágrimas, e é também causa de torturas morais, de íntimas lacerações. 
            
No romance mediúnico, "O Solar de Apolo" de Victor Hugo, um personagem indaga a mentora espiritual:
            —"Por que Deus não me puniu outrora, quando ainda me recordava dos crimes praticados, aplicando a justiça por mais severa que fosse, e não agora, que já estou deslembrado de todas as vilanias perpetradas numa era que se eclipsou da minha memória? Eis porque não me resigno: sofrer pelo que ignoro haver praticado num passado que não se pode investigar!
            —Meu amigo: um delinquente que hoje comete um crime, poderá horas após, adormecer profundamente e então esquecerá a perversidade praticada mas, nesse período, deixará de merecer as sanções da lei? Não, certamente. Digo-te mais: se nos lembrássemos de todos os crimes praticados nas inúmeras encarnações passadas, cujo resgate temos que empreender um dia, nenhum de nós poderia dormir ou viver normalmente, como é necessário. Convence-te do seguinte: o esquecimento é um favor que Deus nos faz em sua infinita misericórdia e não um castigo. Além disso, se não te lembras às vezes nem do que ias dizer, como queres te lembrar de fatos ocorridos há milênios? Estabelecer-se-ia em teu cérebro uma tal confusão que terias de ser recolhido a uma prisão de loucos. Que importa pois, que um indivíduo sofra sem saber porque, se o sofrimento lhe é duplamente benéfico: abrandando-lhe o coração e quitando-lhe as dívidas?
            
Edifiquemos o nosso porvir procedendo ilibadamente no presente. Quem se preocupa em demasia com o passado, perde as oportunidade presentes.

Mocidade Espírita Batuira
Maria Sueli Bertoldi Pereira
junho / 2003
 
Bibliografia:
• Allan Kardec - O Livro dos Espíritos - questões 393 / 399 
• Allan Kardec - O que é o espiritismo - pág. 65 / 66 / 67 
• Leon Denis - O Problema do ser, do destino e da dor - pág. 217 / 228 / 229 / 230 / 231 / 232 / 233 / 235 
• Emmanuel - Emmanuel - pág. 82 / 83
• Victor Hugo - O solar de Apolo - pág. 124 / 125
 
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