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Mocidade Espírita Batuira   |  Integração do Jovem no Centro Espírita   |  01/01/2003
CONFLITO DE GERAÇÕES – ESCOLHA DA PROFISSÃO
Tema: Conflito de Gerações – escolha da profissão
Objetivo: vivenciar tema estudado durante o ano, refletindo sobre as causas que provocam os conflitos entre as gerações, fixando novas propostas para a aproximação de jovens e adultos.

Cenário: sala de estar
Personagens:  mães e filhos

Cena 1: mãe materialista

Mãe – Ana    -   filha – Luiza

Cena 2: mãe protetora

Mãe  -  Georgina   -  filho – Frederico Tomas Albuquerque Júnior

Cena 3: mãe ponderada (conversando com o filho – entram em cena as duas mães amigas Georgina e Ana)
Mãe – Marta    -    filho Robert
Diálogo com amigas
1-       Marta com Ana
2-       Marta com Georgina
 
Cena 4: Entra um amigo do Robert, Fábio,(está muito magro) que veio estudar e as amigas ouvem o diálogo da Marta com o Robert e amigo.

Final

Cena 1: mãe materialista  -  mãe Ana – filha Luiza

Chega na sala a filha com um quadro pintado por ela e mostra para a mãe.
Luiza – Olha mãe, a minha obra!
Ana – O que é isso, menina? O que você quer mostrar com isto?
Luiza – É uma pintura moderna! Exprime o desejo de liberdade!...
Ana – Ah!
Luiza – Mãe, como eu amo a pintura ! Então já decidi. É isto que eu quero. Ser artista plástica !
Ana – O que??? Quem vai comprar isto??? Como você vai se sustentar no futuro?
É muito bom fazer o que gosta mas, “pintora” também come, bebe, mora, gosta de ter carro. E aí?
Luiza – Ah mãe, você só pensa nisso? E a minha realização pessoal?
Ana – Tudo bem, mas você não poderia escolher coisa melhor? Que te desse mais dinheiro? Como por exemplo sua prima, que fez engenharia da computação e já recebeu uma proposta de trabalho.
Luiza – Mãe, minha prima é minha prima, eu sou a Luiza. E os tempos são outros, eu posso me tornar uma famosa decoradora ou uma famosa “designer’, sei lá...
Ana – Menina, acorda, hoje em dia, com o dólar em alta, tudo tão caro, pouco emprego, está tão difícil!
Luiza – Tá bom, deixa que eu decido minha vida, falô. Vou dar uma voltinha por aí. Tchau...
Ana – Ufa! Também eu vou relaxar um pouco, vou para a casa da Marta.

Cena 2: mãe protetora – mãe Georgina – filho Frederico

Mãe ouvindo uma música suave, entra o filho muito feliz e cumprimenta a mãe com um beijo.
Júnior – Olá, mamãe, como passou o dia?
Georgina – Correu tudo bem, querido! Sente-se aqui, vamos conversar sobre sua faculdade. (segurando carinhosamente a mão do filho)
Olha meu querido, você não pode imaginar a felicidade e o orgulho que seu pai e eu estamos sentindo! Entrar em medicina na FUVEST  em primeiro lugar! Meu filhinho, MÉDICO!!! Você sabe, este sempre foi meu sonho! Sem falar no peso que você me tirou, tinha tanto medo de você ter que sair de casa! Ah meu bem, é o maior presente que poderia nos dar!
Já conversei com seu pai e está tudo decidido. Após as festas de final de ano vamos viajar, para que descanse e na volta vamos dar uma festa para comemorar. Você merece!!
Júnior – Ei!!!  Espere aí, do jeito que você fala parece que está tudo resolvido.
Georgina – E não está? Você entrou em medicina, numa das faculdades mais concorridas e ainda tem alguma dúvida?
Júnior – Mãe, você se esqueceu que eu passei também em biologia, que sempre foi o ‘MEU’ sonho?
Georgina – Juninho, pensa bem, não se joga fora uma oportunidade como essa! 
Júnior – Mãe, por favor, eu não quero discutir!
Georgina – Querido, você nunca ficou sozinho, pensa que é fácil ficar fora de casa?
Júnior – Mãe, eu quero estudar e morar em Campinas, estou disposto a enfrentar as dificuldades. Me deixa tentar!
Georgina – (desesperando-se)  Meu filho, você quer me ver de cabelos brancos? Sabe que não durmo enquanto você não chega; o que vou fazer sem poder saber o que está acontecendo!  Ah meu filho, você não vai fazer isto com sua mãe!
Júnior – Mamãe eu não vou mudar de idéia, não insista, me deixa respirar um pouco, decidir minha vida.
Georgina – Olha meu filho tentei um diálogo amigo, mas lestou vendo que é impossível. Seu pai e eu já conversamos e está tudo decidido. Afinal, quem te sustenta somos nós!
Júnior – Mãe, vocês não podem decidir por mim. Vou para Campinas, nem que tenha que trabalhar para me sustentar. E chega, chega... me dê um pouco de liberdade, não sou mais um bebê. Olhe para mim, tenho até barba, só você não percebeu.
Georgina – Frederico Tomas de Albuquerque Júnior, é melhor ir se conformando e acostumando com esta idéia. E não quero mais conversa. Vou a casa da Marta espairecer um pouco, se não enlouqueço!
   
Cena 3: Mãe ponderada – mãe – Marta   -   filho - Robert

Mãe refletindo com o filho, e preparando a mesa para receber amigas para o chá.
Robert – Mãe, podíamos conversar um pouco?
Marta – Claro, meu bem! Sente-se aqui. O que te aflige?
Robert – Ah, estou confuso, não sei que profissão escolher! As vezes penso em fazer veterinária, as vezes penso em biologia...É tão difícil, são tantas opções!
Marta – Calma, vamos refletir juntos. Primeiro, vamos definir a área que você mais gosta...
Robert – Ah, você sabe que matemática nunca foi meu forte...
Marta – Então comecemos por descartar a área de exatas.
Robert – E sangue, eu não posso nem ver!!
Marta – Então, meu filho, só restou a área de humanas.
(Batem a porta: é Ana. )
Marta – Oi Ana, tudo bem? Entre, sente-se fique a vontade. Enquanto esperamos Georgina ,você me dá licença para terminar uma conversa com meu filho?
Ana – Claro, não atrapalho?
Marta – De jeito nenhum!
( E voltando-se para o filho )
Marta – E então querido, dentro da área de humanas. Vamos refletir o que mais se encaixa com a sua personalidade: você é alegre, comunicativo, gosta de ouvir as pessoas, que tal psicologia ?  
Robert – É, mãe, gostei da ideia! Vou procurar saber mais sobre essa profissão. Valeu mãe! Depois continuamos a conversa. Agora vou encontrar com o Fábio. Tchau.
( Batem na porta, chega Georgina, cumprimentam-se e esta logo começa a queixar-se )
Georgina – Oi Marta, oi Ana. Que bom estar aqui com vocês. Há quanto tempo não tiro uma folga. Estou totalmente estressada!
Marta – Mas por que tanto Stress? Você está abatida, o que está acontecendo?
Georgina – Como vocês sabem, o Juninho desde que nasceu nunca saiu para lugar nenhum sem a minha companhia. Agora só porque tem 19 anos acha que pode tomar decisões sem o nosso consentimento. Não agüento mais, vou ter um enfarto.
Marta – Por que? O que está acontecendo? Acalme-se, vamos conversar.
Georgina – O Juninho passou no vestibular em Ribeirão e em Campinas e quero que ele fique aqui, porque sempre sonhei ter um filho médico, e também porque fico mais tranquila com ele perto de mim. Mas ele está batendo o pé que vai estudar fora, disse até que eu o sufoco com meus cuidados.
Marta – Talvez seu filho tenha razão! Procure ouvi-lo, saber “o que ele quer”.
Georgina – Mas eu sempre procurei o melhor para meu filho, e agora tenho que ouvir que eu o sufoco!
Marta – Mas nem sempre o melhor é manter o filho “debaixo da asa”, como diz o ditado. É preciso dar-lhes autonomia para decidirem  e crescerem.
Ana – Maspor falar nisso, também estou enfrentado o mesmo problema.Acredite se quiser, mas a Luiza quer ser pintora !
Marta – A Luiza? Que linda...
Ana – Que graça né Marta! Meu medo é que ela não consiga se sustentar, gostaria muito que ela fizesse computação ou línguas, não sei, algum curso que possa ganhar um bom dinheiro, garantir o futuro.
É, só que você não sabe, Georgina, acabei de escutar a conversa da Marta com o Robert, puxa fiquei envergonhada, pois ela é calma, ponderada, sabe refletir e não fica nessa aflição que nós estamos. Fora as discussões que a gente arruma dentro de casa, desequilibrando tudo...
( Vira-se para a Marta e diz:
Ah, é tão difícil acertar com os filhos!!! Como orientar para o melhor?
Marta – O que não podemos esquecer é que nossos filhos estão deixando a adolescência e entrando na juventude. Essa é uma fase difícil, de insegurança, de crises de identidade decorrentes das mudanças físicas, sexuais e psicológicas do ser. Os filhos  nessa fase precisam, mais que em outra qualquer, de apoio, compreensão, e muito diálogo. Imposição jamais! Aliás, a imposição é a geradora dos conflitos entre as gerações.
Ana - Mas de uma coisa eu tenho certeza, não quero que Luiza seja professora.
Marta – Pera aí! Você não é professora?
Ana – Sou, por isso mesmo!
Marta – Você gosta de ser?
Ana – Claro, eu escolhi, não sei fazer outra coisa.
Marta – Olha a incoerência ...Você conseguiu conciliar prazer e dinheiro?
Ana – É, mais ou menos. É uma luta, não podemos parar de estudar, reciclar, mas eu gosto do que faço.
Marta – Hoje, você se sente realizada?
Ana – Sim, claro.
Marta – Então, viu, porque não pensa sobre esta questão, em relação as escolhas de sua filha? Nós somos muito egoístas e queremos viver e decidir pelos nossos filhos. Converse, oriente, mas deixe ela decidir.
Ana – É, vou pensar melhor...  
Neste momento entra Robert com o amigo ( com roupas bem largas, como se tivesse emagrecido muito. )
Cumprimentam-se todos.
Marta – Nossa Fábio, é impressão minha ou você emagreceu?
Fábio – É Marta, emagreci mesmo. Estou passando as noites estudando. E o que é pior, além de não saber bem o que quero , meus pais estão me forçando a fazer o quer decididamente não quero. Isso está me angustiando!
Marta – Fábio, procure manter a calma, não se precipitar. Não force opções, e o que decidir, faça bem feito.
Ah, eu estava lendo um artigo no jornal “Verdade e Luz”, sobre Vocação e Profissão. Escutem este trecho:
Martin Luther King, o pacifista negro americano legou um ensinamento de grande profundidade para todos nós, desmistificando a idéia que há fazeres pequenos e fazeres grandes:

“Se não podes ser uma árvore sobre a colina, sejas um graveto no vale; mas sejas o melhor graveto de todas as léguas em derredor. Se não podes ser como a estrada, sejas uma vereda. Se não podes ser Sol, sejas uma estrela. O Valor não se mede pelas dimensões. Seja o que fores, que sejas profundamente...”

Seria válido nesta época de escolha profissional, os adultos estarem discutindo com os jovens o real significado que a profissão tem nas nossas vidas!
     
PENSE NISTO!

Evangelizadores e Jovens da Mocidade Espírita Batuira.
Maria Sueli Bertoldi Pereira
Janeiro / 2003
 
Bibliografia:
Joanna de Angelis - Adolescência e Vida
 
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