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Evangelização Infantil     |  08/01/2008
TEATRO: E SE ESSE FOSSE O SEU ÚLTIMO DIA DE VIDA?
Teatro:

Tema: E se esse fosse o seu último dia de vida?

Objetivo: levar o indivíduo a refletir se o que ele tem priorizado na vida, são as coisas realmente importantes, como a atenção, o carinho e o cultivo da amizade como os entes queridos e os amigos.

Personagens:

Pai – “Vidal” – características – sempre apressado, com mil coisas para fazer, carregando sempre muitos papéis, não se sentando nem tomar o café. Usa um relógio imenso no pulso.

Mãe – “Cléo” – características – já mostras-se conflitada com relação a corrida louca contra o tempo. Usa um relógio um pouco menor que o do marido.

Filha – “Marina” – adolescente cheia de conflitos e cobrança com o pai.

Filha –“ Melissa” – criança de 4 ou 5 anos.

Sogra – “Dna. Emília” – mãe de Vidal – calma, ponderada, cuida da casa e das crianças para a nora e o filho trabalharem.

Amigo do casal – Jorge.

Cenário: Casa – mesa com café da manhã (louças, pano de prato, caixa de sucrilhos, um grande relógio na parede).

Cena I – Família se preparando para mais um dia de trabalho.

Pai entra com a roupa em desalinho, carregando um monte de papeis e pastas, que coloca desajeitadamente sobre a mesa, e procura pelo relógio, gritando:
— Cléo, onde esta meu relógio?
Cléo entra, carregando Melissa, uma mochila, uma bolsa, um casaco e sugere ao esposo, enquanto senta a menina numa cadeira:
— Vidal, deve estar no mesmo lugar que você deixou... procure!
Neste instante batem à porta. É Dna. Emilia. Vidal para de procurar o relógio e abre a porta, cumprimentando a mãe. Dna. Emilia entra, cumprimenta a nora e a neta e entrega um pacote dizendo:
— Trouxe pão quentinho para o café.
Cléo agradece, pega o pacote e pergunta:
— Dna. Emilia, e o Joel, como está?
— Está um pouco melhor. Hoje ele será submetido a uma série de exames e segundo o médico, o caso é bastante delicado. Eu deixei com a Marina o numero do quarto dele no hospital. – e dirigindo-se ao filho – Você não ligou para saber do seu irmão, meu filho?
— E ligar como? Tive que jantar com uns fornecedores e acabei chegando tarde em casa!
— Meu filho, uma atenção, um interesse por um ente querido são coisas prioritárias na vida! Seu irmão está gravemente enfermo!
— Ora mamãe, não seja dramática! Não é a primeira vez que Joel tem dessas crises e depois, ele já saiu da UTI, não é? 
— Vidal, sua mãe tem razão, nos estamos em falta com o Joel.
Nesse momento Cléo olha o relógio e mostrando-se impaciente diz:
— Marina, Marina, será que ela não se levantou?
Dna. Emilia sugere a nora:
— Cléo, deixa que eu preparo o café, enquanto você arruma as meninas.
Cléo sai, vai até a porta do quarto, chama Marina, que sai carregando um bilhete, que apresenta a mãe.
— Mamãe, aqui está o bilhete, avisando da reunião de pais.
Cléo pega o papel, dá uma olhada rápida, como se estivesse lendo e exclama, olhando para o marido, mostrando o bilhete:
— Ah, meu Deus, na quarta-feira eu viajo a trabalho, não poderei ir a esta reunião!
Imediatamente o esposo responde.
— Não precisa nem olhar para mim! Eu também não posso!
Marina retruca:
— Ah, que novidade! Você nunca pode, não é, pai? Aliás, na escola devem pensar que eu não tenho pai!
Dna. Emilia, tentando acalmar a situação, interfere:
— Se vocês quiserem, eu vou a reunião!
— Ah vó, mas isso não é certo! Quando meu pai estava na escola, era por acaso a vó dele que ia na reunião?
Tentando por fim a discussão Cléo pede:
— Marina, chega, por favor, vamos tomar nosso café em paz!
Sentam-se para tomar o café e Vidal continua de pé, próximo da mesa, tomando café e olhando uns papeis. Cléo pede:
— Sente-se, Vidal, pelo menos para tomar o café!
— Não posso, já estou atrasado!
— E por falar em atraso, - lembra Cléo – hoje vou me atrasar para o almoço, Dna. Emilia. Preciso passar na loja e escolher um presente para a Carol. – e dirigindo-se ao marido – Vidal, você esta lembrado que amanha é aniversario da Carol?
— Você vai com as meninas, não dá para eu ir, vou trabalhar até mais tarde.
— Ir sozinha outra vez? Parece até que não tenho marido!
Marina completa:
-E eu não tenho pai!
Melissa repete:
— E eu também não!
Mostrando-se irritado Vidal responde.
— Ih! Vocês resolveram pegar no meu pé? – olhando e batendo o dedo no relógio- meu tempo acabou. Até logo! Ah, e não me esperem para o almoço e nem para o jantar. Tenho negócios a resolver!
Pega seus papeis e pastas e sai, Cléo dirige-se a Marina e pede:
— Marina, leve sua irmã para escovar os dentes para irmos também.
Aproveitando que estão a sós, Dna. Emilia inicia um dialogo com a nora.
— Cléo, me preocupa muito este jeito que vocês vivem! Parece que querem fazer mais do que o tempo permite! São raros os momentos que passam juntos e vocês conseguem fazer desses momentos uma verdadeira guerra!
— Dna. Emilia, e a Sra. acha que não percebo isto? Eu me sinto, às vezes, extremamente incomodada com esta situação! Mas o que fazer, é a vida de hoje! A tecnologia avança numa velocidade imensa! A cada minuto há uma informação nova. Se não fizermos cursos e reciclagens, ficamos para trás! E a competição é muito grande!
— Filha, eu compreendo, que por tudo isto que você falou, as pessoas estão vivendo extremamente pressionadas. Mas temos que buscar um equilíbrio, não podemos deixar que a luta pela sobrevivência, nos brutalize, a ponto de não valorizarmos mais os momentos que podemos passar junto daqueles que amamos, momentos simples, como um café da manha, mas que são importantíssimos para o equilíbrio de toda família!
— A Sra. Não imagina o quanto tenho andado angustiada ultimamente, me perguntando: “Será que vale a pena tudo isto?” “O que é realmente importante na vida?”
Nesse momento as duas meninas entram, mãe e filhas pegam bolsa, mochilas, casacos, se despedem da avó e saem.

Cena II – Vidal encontra-se com um velho amigo no caminho do trabalho.

— Jorge, que prazer revê-lo! – dando a mão ao amigo – Como vai esta força?
Mostrando-se desanimado, triste, Jorge responde:
Ah, vai-se indo, com dificuldade, mas vamos tocando!
— Mas o que está acontecendo, rapaz? Por que esta tristeza?
— Com certeza vocês não souberam o que aconteceu com a Mônica!
— Não! O que foi que aconteceu?
— Ela teve um aneurisma e não resistiu! Faz 8 dias hoje que ela morreu!
Vidal, com ar de espanto, colocando a mão na cabeça...
Meu Deus! O que você esta me contando? Não dá para acreditar! – e batendo no ombro do amigo – Eu sinto muito mesmo! Nossa, a Cléo vai ficar arrasada quando souber!
Jorge desculpa-se:
-— Foi tudo tão de repente, eu fiquei passado, esqueci de avisar vocês! Me desculpe!
— Ah, que isso Jorge! Eu posso imaginar! Meu Deus, mas a Mônica, tão moça, tão forte! Não, não dá para acreditar!
— É verdade, nos nunca acreditamos que vai acontecer com a gente! Mas acontece! Pode ser hoje ou amanhã. E o pior é que muitas vezes não aproveitamos para estar com os que amamos. Damos prioridade a coisas menos importantes.
— Você tem razão, Jorge! Eu gostaria de ir a sua casa para conversarmos com mais calma, tenho certeza que a Cléo também vai querer lhe visitar.
— Será um prazer, Vidal. Nestes momentos contamos com os amigos!
Despedem-se e Vidal sai, balançando a cabeça.

Final:

Cléo chega em casa carregando uma caixa e encontra a sogra ajudando Marina a fazer a lição, enquanto Melissa brinca. Com alegria beija e cumprimenta as filhas.
— Boa tarde, meus amores! E então, como foi o dia de vocês?
— Bom, e o seu? Responde Marina, enquanto Melissa, apontando a caixa, pergunta:
— O que é isso, mamãe?
— Vocês vão saber já, já, o que é – e dirigindo-se a sogra – D. Emilia, a Sra. Lembra do que conversávamos esta manha? Acredita que fui assistir a uma palestra sobre Gestão de tempo e o palestrante usou um exemplo pratico que esclareceu minhas duvidas?
Neste instante entra Vidal trazendo flores para a mãe e a esposa e chocolate para as filhas e enquanto cumprimenta entregando os presentes, Cléo exclama:
— Que surpresa é essa? Que dia é hoje, aniversario de alguém?
E enquanto as filhas agradecem alegremente, Vidal responde:
Percebi que não tenho dado a vocês, o valor que merecem!
— E o que aconteceu para você perceber?
— Aí vem a parte desagradável. Tenho uma noticia triste para você. Encontrei o Jorge, ele está arrasado! A Mônica teve um aneurisma e não resistiu!
— Meu Deus! Mas como, quando foi isso?
— Está fazendo oito dias hoje, que ela morreu.
— Mas como isso aconteceu? Nunca vi a Mônica queixar-se!
— Não sei, a conversa foi meio rápida, mas eu disse a ele que iremos visitá-lo.
— Sim, está certo, nós iremos! Meu Deus, coitado do Jorge, que golpe! – e mostrando as flores – Mas o que isto tem a ver com as flores? Não entendi!
— É que o Jorge me disse algumas coisas que me fizeram pensar. Ele disse que não acreditamos que a morte vai chegar para nos ou para aquele que amamos. Mas isto pode acontecer de um minuto para o outro. E se isso acontecer é melhor que nos separemos em paz conosco mesmo e deixando para o outro uma lembrança agradável. Para isso, é necessário que valorizemos os momentos que passamos juntos. Você não concorda?
— É claro que sim! Aliás, eu estava justamente dizendo a sua mãe que assisti a uma palestra sobre Gestão de Tempo e trouxe pra mostrar a vocês um exemplo muito interessante que o palestrante usou...
Marina pergunta:
— O que é gestão de tempo?
— É o mesmo que organização de tempo.
E tirando da caixa um vaso de boca larga e varias pedras grandes pergunta:
— Quantas pedras vocês acham que cabem neste frasco?
Após algumas conjecturas dos familiares, Cléo começa a colocar as pedras, até encher o frasco e pergunta:
— Está cheio?
Todos olham para o frasco e respondem que sim.
Em seguida ela tira um saco com pedrinhas bem pequenas, coloca parte delas dentro do frasco, agitando. As pedrinhas penetram pelos espaços encontrados entre as pedras grandes. Cléo sorri, e pergunta?
— Está cheio?
Desta vez, os familiares duvidam:
— Talvez não...
— Muito bem! Exclama Cléo, enquanto tira um saco de areia e começa a despejar no frasco. A areia infiltra-se nos pequenos buracos deixados pelas pedras e pelas pedrinhas.
— Está cheio? Pergunta de novo.
— Não! Exclamam todos.
Ela pega então um jarro com água e despeja dentro do frasco, que absorve a água, sem transbordar.
Dá por encerrada a experiência e pergunta:
— O acabamos de demonstrar?
Vidal responde:
— Que não importa o quão cheia está a nossa agenda, se quisermos, sempre conseguiremos fazer com que caibam outros compromissos?
— Não!!! Responde Cléo – O que esta lição nos ensina é que, se não colocamos as pedras grandes primeiro, nunca seremos capazes de colocá-las depois.
— E quais são as pedras grandes nas nossas vidas?

São elas: A pessoa amada, nossos filhos, nossos parentes, os amigos, os nossos sonhos, a nossa saúde.

O RESTO É RESTO E ENCONTRARÁ O SEU LUGAR...

Sueli Bertoldi Pereira
Evangelizadora
Agosto / 2008
 
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