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Estudo Evangélico     |  03/02/2003
VIGIANDO
Se alguma virtude há e se algum louvor existe, seja isso o que ocupe o vosso pensamento.
Paulo (Felipenses, 4:8).

            Nesse estudo Emmanuel reflete sobre a necessidade de vigilância, cuidado, atenção com os pensamentos.

-          O que é vigilância ?

-          Qual sua importância ?

-          Porque vigiar os pensamentos ?

Vigilância é procedimento valioso, fundamento importante de que ninguém pode prescindir para êxito de qualquer empreendimento; através dela seleciona-se os passos, supera-se obstáculos e dificuldades, evitando-se possíveis desvios que poderiam comprometer os objetivos propostos, a obra.

Assim também deve ocorrer na vida moral, onde a vigilância regular e constante dos pensamentos é de vital importância uma vez que eles são o princípio de toda realização de ordem moral.

Diz Emmanuel que o pensamento é a substância com a qual construímos a própria vida. O mal e o bem, o feio e o belo, vieram, antes de tudo, na fonte mental que os produziu. O pensamento é o início de tudo e o início é o fundamento, a base que sustenta o projeto, a obra.

Vejamos o que diz Eurípedes Barsanulfo a esse respeito:

A vigilância é necessária porque "... a mente, pela facilidade de manter-se em polivalência de idéias, tende a constantes mudanças de comportamento, aceitando induções que lhe chegam, alterando o plano de realizações".

No torvelinho das preocupações, na horizontalidade do pensamento vinculado aos interesses imediatistas, surgem com muita freqüência interesses atraentes, que dizem respeito às necessidades do cotidiano, dando lugar a alterações de anseios e de valores que antes recebiam considerações acuradas. Nesses momentos tem início vacilações quanto às metas elegidas, por se tornarem mais agradáveis aquelas que dão imediatas respostas de prazer, que afetam os sentidos, proporcionando alegria inconseqüente.

Todo pensamento impõe responsabilidade aquele que o manifesta. Pensar é criar, e toda a criação tem vida e movimento, ainda que breves.  Os pensamentos que emitimos, por lei, buscam os seus semelhantes, consubstanciando valores e harmonia ou atormentando e desequilibrando dependendo da natureza de sua formação no íntimo do ser. Se persistirmos nas esferas mais baixas da experiência humana, aqueles que ainda estagiam nos mesmos níveis nos procuram atraídos pela similitude de nossos pensamentos. Por esse princípio de permutas a que estamos vinculados quem apenas mentalize angústias, crimes, miséria, perturbação, refletirá desarmonia, sofrimento, imobilizando-se conforme exemplifica Emmanuel. 
           "É a nuvem da incompreensão conturbando o ambiente doméstico...

É a injúria nascida na palavra inconsciente dos desafetos.

É a acusação indébita de permeio com a calúnia...

É a maledicência convidando à mentira e à leviandade...".

Da mesma forma o otimismo, a superação de receios infundados, o exercício de idéias edificantes proporcionarão o ajuste do ambiente, tornando-o fraterno para uma convivência sadia, aflorando do ser essencial o amor que ilumina a razão orientando-a no sentido do Bem.

class=MsoNormal style='text-align:justify;text-indent:35.25pt'>"...Se alguma virtude há e se algum louvor existe, seja isso o que ocupe o vosso pensamento estabelece o programa de vigilância para a mente moralmente sadia operar em corpo sadio".

Vigiar o pensamento, impedindo a perniciosa convivência com idéias negativas, constitui meta primeira para quem deseja acertar, progredir e ser feliz. Pensar de maneira salutar é compromisso valioso para gerar otimismo e paz, iniciando o programa das ações corretas, indispensáveis à caminhada evolutiva.

Por isso ensinou-nos Jesus “vigiai o coração – fonte dos sentimentos” porque daí procedem os maus pensamentos que comprometem e infelicitam a criatura, como também as idéias de engrandecimento e progresso. Esse cuidado permitirá observar as qualidades dos pensamentos bem antes da formação das idéias, por percebê-las na intimidade do ser, ocasião em que poderão ser modificadas e orientadas no sentido das boas idéias, que fortalecem, revigoram estendendo as bênçãos do Bem.

Caminhando ao influxo de nossas próprias criações, convém ajuizar quanto a natureza de nossos pensamentos, buscando renovação íntima, com acréscimo de visão, seguindo à frente, minimizando perturbações e dores.

O Evangelho de Jesus é o roteiro generoso para que a mente humana atenda a necessária renovação, único meio de recuperação e manutenção da harmonia, e a vigilância deve arregimentar todas as forças possíveis nessa busca que somente termina na pureza espiritual, para começar outras tarefas em níveis que não podemos nem imaginar. Naturalmente que a desincumbência de tais labores exige esforço, luta, persistência para romper as algemas dos vícios que predominam na natureza humana como decorrência do passado delituoso e equivocado.

É de nosso interesse colaborar na execução dos propósitos elevados, iluminando a mente e clareando a vida.

Concluiu Emmanuel:

"...não te prendas às teias da perturbação e da sombra. Em todas as situações e em todos os assuntos, guardemos a alma nos ângulos em que algo surja digno de louvor, fixando o bem e procurando realizá-lo com todas as energias ao nosso alcance". 
            E ocupando o nosso pensamento com os valores autênticos da vida, aprenderemos a sorrir para as dificuldades, quaisquer que sejam, construindo gradativamente, em nós mesmos, o templo vivo de luz para a comunhão constante com o nosso Mestre e Senhor.

Iracema Linhares Giorgini
Fevereiro / 2003
 
Bibliografia:
● Franco, Divaldo Pereira. “Terapêutica de Emergência: Vigiar o Pensamento”. Ditado por Espíritos Diversos, 3a ed. Salvador – Ba. Livraria Espírita Alvorada Editora, 1995. 
● Franco, Divaldo Pereira. “Cristo e o Mundo”. Ditado pelo Espírito Eurípedes Barsanulfo, Viena – Áustria, 1998. 
● Xavier, Francisco Cândido. “Nos domínios da Mediunidade: Pensamento e Mediunidade”. Ditado pelo Espírito André Luiz, 17a ed. Rio de Janeiro. FEB, 1988. 
● Xavier, Francisco Cândido. “Palavras de Vida Eterna: Vigiando”. Ditada pelo Espírito Emmanuel, 17a ed. Uberaba- MG. CEC, 1992.
 
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