Untitled Document
 
Olá! CONECTE-SE AO CEBATUIRA ou CADASTRE-SE!
Untitled Document
Sua cesta está vazia
Rua Rodriges Alves, 588
Ribeirão Preto - S.P.
Cep: 14050-090 - Vila Tibério

Centro Espírita Batuíra Favoritos Centro Espírita Batuíra FACEBBOK
 Home   Centro Espírita   Loja Virtual   BELE   Estudos   Efemérides   Mensagens   Onde Estamos   Contato 
 
Estudos Imprimir Indique voltar
Estudo Evangélico     |  01/10/2001
AMOR E TEMOR
"O perfeito amor lança fora o temor". (João, 4:18)

Muito se fala sobre o amor. Grandes expectativas são criadas em torno desse sentimento que há vinte séculos tanta ênfase foi dada por Jesus e em nome do qual o homem tem se hostilizado, fomentado tragédias, gerado grandes dificuldades e criado a separação entre os indivíduos. 
          
Emmanuel a partir do versículo em estudo nos fala em Perfeito e Imperfeito Amor, identificando-o: evangélico e humano, isto é como o conhecemos na Terra. 
          
Haverá divergências entre os amor humano e o amor instituído no Evangelho ? 
          
Se há, quais serão elas ? 
          
Léon Denis define o amor humano como "um sentimento, um impulso do ser que o leva para o outro com o desejo de unir-se a ele". 
          
O que contem esse movimento, em direção ao outro, que caracteriza o amor comum, mais conhecido de nós ? 
          
Geralmente esse movimento, salvo raras exceções, está ligado a tendências neuróticas que levam a uma redução da sinceridade, aumento do egocentrismo, dos quais resultam freqüentemente emulações variadas do amor. Por isso, esse amor conhecido é uma mistura de sentimentos e impulsos que visam obter satisfações egoístas e doentias.

          Assim, rotulam-se por amor:

as expectativas parasitárias de uma pessoa fraca e fútil de explorar o próximo para conseguir vantagens;
a necessidade de conquistar alguém para autoafirmar-se através do triunfo sobre a fraqueza alheia;
a necessidade de viver dentro de outra vida, induzindo prejuízos de natureza variada, que causa satisfação ao seu autor;
necessidade de ser admirado, aprovado, elogiado;
necessidade de afeto, atenção;
dependência emocional que leva a buscar apoio em união com outros de modo a fugir de si próprio e a completar o vazio afetivo;
utilização do outro para satisfação sexual, etc. ..
          
O " amor " estabelecido nessas bases se torna nocivo e perigoso já que os sentimentos e impulsos mórbidos contidos acabam por aflorar quando as necessidades doentias deixam de ser atendidas. Ao acontecer isso esse "amor" revela todo o seu fundo pernicioso e hostil dando a impressão falsa de que o amor se transformou em ódio, quando na realidade o ódio lá estava contido no íntimo. Enquanto as necessidades eram prontamente atendidas camuflava-se. Decididamente esse amor é desastroso gerando males, sofrimentos, comprometendo o homem. 
          
Essa forma de amar não constitui o verdadeiro amor ensinado por Jesus, mas formas da infinita gradação que vai desde as mais simples até as mais sublimes formas de expressar-se. Amor conjugal, amor materno, amor filial, amor à pátria, à raça, etc. .., são refrações do verdadeiro amor, que abrange e penetra todos os seres e desabrocha sob formas variadas que nada mais são do que um meio de acender nos seres as claridades do verdadeiro amor. 
          
O amor, que se reveste de variadas formas, é o princípio da vida universal, pois ele e nele o Pai criou os seres e hauriu a vida para dá-la às almas que concomitantemente a efusão vital, receberam o princípio afetivo destinado a germinar e expandir-se pelos séculos afora até aprender a dar-se, a dedicar-se e sacrificar-se pelos outros espontaneamente, sem nada esperar em troca. É dessa forma que o ser se engrandece, enobrece aproximando-se do Pai, da felicidade imperturbável. 
          
Perfeitamente desenvolvido, o Amor é um sentimento que se manifesta em todas as atitudes do ser e não somente em relação a determinadas pessoas; tem como principal característica o real interesse pelas necessidades do outro, sejam elas quais forem. 
          
A diferença entre o verdadeiro amor e o identificado no texto como amor imperfeito, está em que, no primeiro, o sentimento pelo próximo supera tudo o mais, e no segundo, prepondera as necessidades doentias ou pessoais do ser. 
          
No texto em estudo Emmanuel ratifica estas reflexões dizendo: 
          " O imperfeito amor, procurando o gozo próprio no concurso dos outros é quase sempre o egoísmo em disfarce (...), buscando a si mesmo nas almas a fim para atormentá-las sob múltiplas formas de temor (...): a exigência e o crime, a crueldade e o desespero, acabando ele próprio no inferno da amargura e frustração. 
          
O verdadeiro amor, faz o bem e sacrifica-se sem esperar retribuição porque compreende que o Pai traçou caminhos para a evolução aprimoramento das almas, que a felicidade não é a mesma para todos e que amar significa entender, ajudar, abençoar e sustentar sempre os corações (...), no degrau de luta em que lhes é próprio. " 
          
Assim, "para que nossa alma se expanda sem receio através das realizações que o Senhor nos confia é necessário saber amar com abnegação e ternura entre esperança incansável e o serviço incessante do bem". Não devemos ficar aguardando uma oportunidade para praticar o bem ou esperando que alguém reconheça nossas atitudes como boas e amorosas essa postura caracteriza manifestação do amor imperfeito, do egoísmo que leva o indivíduo a ficar em amargura e frustração. 
          
Nossa principal luta consiste na edificação, construção desse verdadeiro amor, conforme ensina Jesus e nos relembra João, o sentimento que leva a respeitar, interessar-se, auxiliar qualquer ser humano, a sentir em todos irmãos, a orientar no sentido da solidariedade e da cooperação. 
          
Um novo mandamento vos dou, disse Jesus: "Que vos amei uns aos outros como eu vos amei". O amor entre os homens como mandamento tem uma conotação essencial: que é o modo como Ele ama e que estabelece o reinado da fraternidade legítima entre os homens onde impulsos e sentimentos egocêntricos, fontes de nossos temores, não permanecem.

IRACEMA LINHARES GIORGINI 
JAIME GILBERTO ROSA 
Outubro / 2001
 
Bibliografia:
Carlos Toledo Rizzini. Você e a Renovação Espiritual - O que é o amor? Editora Cultural Espírita Edicel Ltda. 1a. Edição. Léon Denis. O Problema do Ser, do Destino e da Dor. Cap. XXV. O Amor. Federação Espírita Brasileira (FEB). 11a. Edição.
 
ENVIE SEU COMENTÁRIO
ADICIONAR AOS FAVORITOS
 
Documento sem título
 
  Menu
  Estudos
 Estudos Obras Básicas
ESTUDOS BATUIRA  O Livro dos Espíritos
ESTUDOS BATUIRA  O Livro dos Médiuns
ESTUDOS BATUIRA  O Evangelho Segundo o Espiritismo
ESTUDOS BATUIRA  O Céu e o Inferno
ESTUDOS BATUIRA  A Gênese
 Estudos sobre evangelização e mocidade
ESTUDOS BATUIRA  Evangelização Infantil
ESTUDOS BATUIRA  Mocidade Espírita Batuira
 Estudos temáticos
ESTUDOS BATUIRA  Estudo Evangélico
ESTUDOS BATUIRA  Ciência Rumo ao Espiritísmo
BATUIRA RIBEIRAO PRETO Home
BATUIRA RIBEIRAO PRETO Centro Batuira
BATUIRA RIBEIRAO PRETO Loja Virtual
BATUIRA RIBEIRAO PRETO BELE
BATUIRA RIBEIRAO PRETO Bazar
BATUIRA RIBEIRAO PRETO Mensagens
BATUIRA RIBEIRAO PRETO Poesias
BATUIRA RIBEIRAO PRETO Reflexões Espíritas
BATUIRA RIBEIRAO PRETO Coral
BATUIRA RIBEIRAO PRETO Batuira em Coral
BATUIRA RIBEIRAO PRETO Contato
BATUIRA RIBEIRAO PRETO Onde estamos
BATUIRA RIBEIRAO PRETO Calendário C.E.B.
BATUIRA RIBEIRAO PRETO Programação Especial
BATUIRA RIBEIRAO PRETO Mapa do site
BATUIRA RIBEIRAO PRETO Canal Batuira
BATUIRA RIBEIRAO PRETO Galeria de Fotos
BATUIRA RIBEIRAO PRETO Meu Cadastro
BATUIRA RIBEIRAO PRETO Meus favoritos
BATUIRA RIBEIRAO PRETO Meus Pedidos
BATUIRA RIBEIRAO PRETO Minhas Participações
   
   
   
 
 
Receba nosso Newsletter
Receba nossas mensagens, calendário e estudos por e-mail
enviar
 
Rua Rodriges Alves, 588
Ribeirão Preto - S.P.
Cep: 14050-090 - Vila Tibério
  Centro Espirita Batuira Favoritos   Centro Espirita Batuira FACEBBOK
 Copyright 2014 | Centro Espírita Batuira- Todos os direitos reservados.          by vianett