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O Céu e o Inferno  |  Segunda Parte - Exemplos Capitulo II     |  01/03/2006
ESPÍRITOS FELIZES
"Podendo dar-se o caso de ser surpreendido pela separação entre minha alma e meu corpo, ocorre-me reiterar-vos um pedido que vos fiz há cerca de um ano, qual o de evocar o meu Espírito o mais breve possível, a fim de, como membro assaz inútil da nossa Sociedade, poder prestar-lhe para alguma coisa depois de morto, esclarecendo fase por fase as circunstâncias decorrentes do que o vulgo chama morte, e que, para nós outros - os espíritas - não passa de uma transformação, segundo os desígnios insondáveis de Deus, mas sempre útil ao fim que Ele se propõe. Além deste pedido -que é uma autorização para me honrardes com essa autópsia espiritual, talvez improfícua em razão do meu quase nulo adiantamento, e que a vossa sabedoria não consentirá ir além de um certo número de ensaios - ouso pedir pessoalmente a vós como a todos os colegas que supliquem ao Todo-Poderoso a assistência de bons Espíritos, e a São Luís, nosso presidente espiritual, em particular, que me guie na escolha e sobre a época de uma nova encarnação, idéia que de há muito me preocupa..." (1)

O fenômeno da morte é entendido sob variadas formas, dependendo da crença, da certeza ou da descrença de cada um. O materialista, o espiritualista e o espiritista têm concepções muito diferentes sobre a vida e sobre a morte.
Para os primeiros, a vida é inteiramente voltada aos bens e gozos materiais. O corpo físico, enquanto vivo, representa tudo; morto o corpo, tudo se dissolve no nada.
Os espiritualistas em geral admitem a existência de algo além da expressão física ,a alma, que sobrevive após a morte com a destinação que varia muito entre as várias correntes (2). 

Para os espíritas morrer, é prosseguir vivendo em outra dimensão vibratória, com os sentimentos adquiridos, com a visão espiritual ampliada, com os amores, as alegrias e saudades do ser, mas também com as imperfeições que não conseguiu superar, mantendo assim sua individualidade. É isto que demonstra este capitulo (1) no qual Allan Kardec reuniu várias dissertações,depoimentos reais, com a finalidade de elucidar a situação da alma, durante e após a morte física, proporcionando ao leitor condições para que possa compreender a ação da Lei de Causa e Efeito, em perfeito equilíbrio com as Leis Divinas.

O primeiro exemplo relatado foi o caso de Sanson, um antigo membro da Sociedade Espírita de Paris, falecido em 21 de abril de 1862, depois de um ano de atrozes padecimentos. Prevendo a morte, dirigira ao presidente da Sociedade uma carta com o tópico descrito acima. Assim para satisfazer-lhe o desejo, Allan Kardec com alguns membros da Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas evocou-o com o objetivo alem de cumprir-lhe a última e de observar a situação de uma alma em momento tão imediato à morte. Deste encontro uma passagem muito interessante ,dentre tantas relatadas destacamos:


" (...)Que efeito vos causa o vosso corpo aqui ao lado?
- R. Meu corpo! Pobre, mísero despojo... volve ao pó, enquanto eu guardo a lembrança de todos que me estimaram. Vejo essa pobre carne decomposta, morada que foi do meu Espírito, provação de tantos anos! Obrigado, mísero corpo, pois que purificaste o meu espírito! O meu sofrimento, dez vezes bendito, deu-me um lugar bem compensador, por isso que tão depressa posso comunicar-me convosco...
- Tivestes consciência do momento em que o corpo exalou o derradeiro suspiro? Que se passou convosco nesse momento? Que sensação experimentastes?
- R. Parte-se a vida e a vista, ou antes, a vista do Espírito se extingue; encontra-se o vácuo, o ignoto, e arrastada por não sei que poder, encontra-se a gente num mundo de alegria e grandeza! Eu não sentia, nada compreendia e, no entanto, uma felicidade inefável me extasiava de gozo, livre do peso das dores(3)."

Outros relatos prosseguem confirmando as respostas obtidas por Allan Kardec nas questões 149 a 165 do Livro dos Espíritos (4), que em síntese ensinam:

● O retorno ao mundo dos espíritos, pátria de origem ocorre no instante da morte;
● No chamado outro mundo, cada um conserva plenamente sua individualidade;
●Não é dolorosa a separação da alma e do corpo
●O tempo de duração do estado de perturbação, depende da elevação de cada um.

Sanson foi considerado um espírito feliz e esta enquadrado em " O Céu e o Inferno" nessa categoria justamente pelo modo como viveu bem como pela maneira com a qual compreendia as dificuldades e dores da existência terrena usando-as para moralmente fazer-lhes frente, crescendo com elas. .A respeito do" ser feliz " Léon Denis (5) escreve :
 
" (...)A existência terrestre não é mais que uma página do grande livro da vida, uma breve passagem que liga duas imensidades - a do passado e a do futuro...Confiai-vos à Suprema sabedoria; desempenhai a tarefa que ela vos distribui e que, livremente, antes de nascerdes, haveis aceitado..."

Outras questões foram feitas por Allan Kardec a Sanson,movido não pela curiosidade mas pelo objetivo de melhor compreender o desencarne. Foi-lhe perguntado a respeito das dores, infligidas pela doença que o acometia, bem como seu estado de lucidez das idéias, ao que respondeu: 

"(...) A minha situação é bem ditosa; acho-me regenerado, renovado, como se diz entre vós, nada mais sentindo das antigas dores. A passagem da vida terrena para a dos Espíritos deixou-- me de começo num estado incompreensível, porque ficamos algumas vezes muitos dias privados de lucidez. Eu havia feito no entanto um pedido a Deus para permitir-me falar aos que estimo, e Deus ouviu-me."

Em geral, o desprendimento da alma é menos penoso depois de uma longa moléstia, pois o efeito desta é desgastar pouco a pouco os laços carnais.Questionado ainda,como tinha certeza de não mais pertencer ao nosso mundo ele respondeu ?

R. (...)Oh! certamente, eu não sou mais desse mundo, porém, estarei sempre ao vosso lado para vos proteger e sustentar, a fim de pregardes a caridade e a abnegação, que foram os guias da minha vida. Depois, ensinarei a verdadeira fé, a fé espírita, que deve elevar a crença do bom e do justo; estou forte, robusto, em uma palavra transformado. Em mim não reconhecereis mais o velho enfermo que tudo devia esquecer, fugindo de todo prazer e alegria. Eu sou Espírito e a minha pátria é o Espaço, o meu futuro é Deus, que reina na imensidade. Desejara poder falar a meus filhos, ensinar-lhes aquilo mesmo que sempre desdenharam acreditar.
Neste capitulo Allan Kardec apresenta outras comunicações de espíritos classificados por ele como espíritos felizes devido a suas condições morais. Outro exemplo é o caso de Jobard,

"(...) O Sr. Jobard era presidente honorário da Sociedade Espírita de Paris e tratava-se de o evocar, na sessão de 8 de novembro, quando, antecipando-se ao nosso desejo, espontaneamente deu a seguinte comunicação:

" (...)Aqui estou eu a quem íeis evocar, manifestando-me por este médium que até agora tenho solicitado baldamente. Antes de tudo desejo descrever as minhas impressões por ocasião do meu desprendimento: senti um abalo indizível; lembrei-me instantaneamente do meu nascimento, da minha juventude, da minha velhice; toda a minha vida se me retratou nitidamente na memória. Eu sentia apenas um como piedoso desejo de me achar enfim nas regiões reveladas pela nossa crença. Depois, o tumulto serenou: eu estava livre e o meu corpo jazia inerte. Ah! meus caros amigos, que prazer se experimenta sem o peso do corpo! quanta alegria no abranger o Espaço! Não julgueis, no entanto, que me tenha tornado repentinamente um eleito do Senhor; não, eu estou entre os Espíritos que, tendo aprendido um pouco, muito devem aprender ainda. Não tardou muito que de vós me lembrasse, irmãos de exílio, e asseguro-vos toda a minha simpatia, todos os meus votos vos cercam. "Quereis saber que Espíritos me receberam? quais as minhas impressões? pois bem, amigos, foram todos os que evocamos, todos os irmãos que compartilharam dos nossos trabalhos. Eu vi o esplendor, mas não posso descrevê-lo. Apliquei-me a discernir o que era verdadeiro nas comunicações, pronto a contraditar tudo que fosse errôneo, pronto a ser o cavaleiro andante da verdade neste mundo, tal como o fui no vosso. Jobard."

Os Espíritos respondem a Allan Kardec na questão 973 de o "Livro dos Espíritos"...
" (...)As comunicações espíritas têm por resultado nos mostrar o estado futuro da alma, não mais como uma teoria, mas como uma realidade; elas colocam sob nossos olhos todas as peripécias da vida de além-túmulo; mas mostram-nas, ao mesmo tempo, como conseqüências perfeitamente lógicas da vida terrestre" ( 6).

Assim a postura de religiosidade adotada tanto por Sanson como por Jobard durante a existência, foi auxilio na percepção das realidades espirituais. No entanto, o que influenciou o seu estado de felicidade após o desencarne foram as atitudes que tiveram, ao longo da vida como encarnados. 

O Espiritismo descortina um horizonte amplo, com um acervo de ensinamentos esclarecedores sobre a dinâmica da morte e do morrer, entretanto as escolhas da vida e do viver serão de cada um, e são essas escolhas que determinará aqui e agora ou no mundo espiritual.

"(...)Se for boa tua vida, como será má tua morte ? Não sabes que a morte é o corolário da vida ? Por que hesitaria a fruta madura em desprender-se da haste ? Por que desprenderia com dor o que amadureceu às direitas ?"(7). 

Laurelucia Orive Lunardi
Março / 2006
 
Bibliografia:
Allan ,Kardec , "O Céu e o Inferno" Segunda Parte,capitulo II. Allan Kardec: "O Livro dos Espíritos", Introdução, item II Allan ,Kardec , " O Céu e o Inferno "capitulo II item 8. Allan Kardec: "O Livro dos Espíritos", questões 149 a 165. Léon Denis "Cristianismo e Espiritismo", pg 249 Allan Kardec: "O Livro dos Espíritos", questão 973. Rodhen, Huberto ,"Assim dizia o Mestre", pg. 145.
 
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