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O Céu e o Inferno  |  Capitulo XI     |  01/04/2005
DA PROIBIÇÃO DE EVOCAR OS MORTOS
Quando houverdes entrado na terra que o Senhor vosso Deus vos há de dar, guardai-vos; tomai cuidado em não imitar as abominações de tais povos; - e entre vós ninguém haja que pretenda purificar filho ou filha passando-os pelo fogo; que use de malefícios, sortilégios e encantamentos: que consulte os que têm o Espírito de Píton e se propõem adivinhar, interrogando os mortos para saber a verdade. O Senhor abomina todas essas coisas e exterminará todos esses povos, à vossa entrada, por causa dos crimes que têm cometido. (Deuteronômio, cap. XVIII, vv. 9, 10, 11 e 12.)(1)

O termo "evocar" vem do latim "evocare" e significa chamar alguém, de algum lugar. No Dicionário Aurélio(2) esta palavra é definida, como chamamento dos seres espirituais e em termos mediúnicos, a evocação intenciona chamar um Espírito para junto de si com algum intuito.

As comunicações entre os homens e aqueles que já morreram bem como as evocações tem lugar em todas as épocas e em diferentes regiões do planeta. 

Na China, no Egito desde a antiguidade, se entregavam à evocação dos Espíritos dos ancestrais. Os.Hebreus se entregaram à essas práticas descrita na Bíblia(4) no Deuteronômio. Na Era cristã, entre os primeiros cristãos, há numerosas indicações quanto às comunicações com os Espíritos dos mortos ( Atos dos Apóstolos). 

Segundo o Catecismo da Igreja Católica(5) a necromancia ou a evocação dos Espíritos para que revelem coisas ocultas é proibida pela Lei do Antigo Testamento (cf. Lev 19, 31; 20, 6; Dt 18, 11). O Espiritismo, segundo a mesma fonte é um sistema doutrinal que pretende pôr os homens em contacto com os desencarnados, portanto a sua pratica é severamente proibida por Deus.
A Necromancia ou nigromancia foi uma poderosa escola de magia que envolvia a morte e os mortos. O necromante praticava seus atos com rituais e oferendas após desenterrarem um morto recente. A cerimônia se realizava ao redor do corpo, com o intuito de despertar o espírito e questioná-lo sobre o futuro.Cemitérios e tumbas se tornaram assim centros de histórias, lendas de terror e mistério(6). Nos dias de hoje grupos minoritários tentam reviver estes costumes e práticas primitivas para restabelecer esse diálogo, incluindo práticas como a de se deitarem sobre túmulos, ou ainda, jejuarem e depois passarem a noite em um cemitério, vestirem mantos, pronunciando certas palavras, oferecendo incensos, dormindo sozinhos no cemitério, a fim de que uma pessoa morta lhe apareça e se comunique em sonhos e respondendo o que porventura quer saber.
Uma das mais citadas práticas de necromancia foi realizada no século XVI, em Walton-Le-Dalo, Lancashite, por John Dee, um conhecido e respeitado matemático que desenvolveu um grande interesse no ocultismo. Foi esse interesse que causou sua própria morte. Dee estudou na Universidade de Cambridge na Europa. Escreveu numerosos livros matemáticos complexos. Um desses era o estudo do calendário, outro era os avanços da ciência de navegação. Esses trabalhos fizeram-no Professor de Cambridge. Em 1550, com seus 24 anos de idade, Dee se dedicou a astrologia e à necromancia. Lendo horóscopo de homens e mulheres da nobreza. Foi acusado de heresia e de tentar assassinar a Rainha Mary pela Magia Negra(5). 

Segundo a Bíblia Sagrada, ( Editora Vozes)(4) " A Necromancia ou evocação dos mortos, é uma prática que supõe a possibilidade de entrar em contato com os mortos e de esses poderem comunicar mensagens do além, a até de aconselhar os vivos em problemas difíceis ". Outras doutrinas evangélicas consideram que "As almas dos mortos, que Deus proíbe evocar, essas demoram no lugar que lhes designa a sua justiça, e não podem, sem sua permissão, colocar-se à disposição dos vivos." Sob essas afirmações deduzem que se Deus não permite e o Espiritismo evoca, os Espíritos que se apresentam nessas evocações são demônios.

Estas posturas, porém, não encontram apoio no Espiritismo. Na Doutrina Espírita não se exige a presença dos mortos desenterrando seus corpos, nem se evocam Espíritos Superiores ou não, para obter revelações ou buscar informações para benefícios pessoais. As manifestações quando acontecem são espontâneas(7). Allan Kardec responde ás criticas ocorridas na época do lançamento de seus livros, que situavam o Espiritismo e evocação dos Espíritos, no mundo da magia e superstições :-" A troco da própria alma, ninguém os evocava que não fosse para obter favores da sorte e da fortuna, achar tesouros, revelar o futuro ou obter filtros. A magia com seus sinais, fórmulas e práticas cabalísticas era increpada de fornecer segredos para operar prodígios, constranger Espíritos a ficarem às ordens dos homens e satisfazerem-lhes os desejos(8).

Não há equívocos quanto estas palavras, provam de maneira clara que, nesse tempo, as evocações tinham por objetivo a adivinhação, e que delas se fazia um comércio; estavam associadas às práticas da magia e da feitiçaria. Como no Espiritismo a comunicação com os Espíritos não visam a curiosidade, nem obter lucros, vantagens ou mesmo antecipar o futuro, mas sim um desejo de instruir-se, melhorar-se, um sentimento de piedade, aliviando as almas sofredoras; a proibição bíblica não lhes pode ser extensiva. No cap XI do livro Céu e Inferno(1), Allan Kardec discute a intervenção dos demônios nas comunicações espíritas analisando a invocação dos Evangelhos como fazem alguns religiosos como justificativa, em especial em Levítico, Cap. XIX, v. 31, e Deuteronômio Cap. XVIII, vv. 10, 11 e 12. Analisando o papel da Lei mosaica citada na Bíblia comenta : "Há duas partes distintas na lei de Moisés: a lei de Deus propriamente dita, promulgada sobre o Sinal, e a lei civil ou disciplinar, apropriada aos costumes e caráter do povo. ".... " Demais, é preciso expender os motivos que justificavam essa proibição e que hoje se anularam completamente. O legislador hebreu queria que 'o seu povo abandonasse todos os costumes adquiridos no Egito, onde as evocações estavam em uso e facilitavam abusos, como se infere destas palavras de Isaías: "O Espírito do Egito se aniquilará de si mesmo e eu precipitarei seu conselho; eles consultarão seus ídolos, seus adivinhos, seus pítons e seus mágicos." (Cap. XIX, v. 31)Os israelitas não deviam contratar alianças com as nações estrangeiras, e sabido era que naquelas nações que iam combater encontrariam as mesmas práticas. Moisés devia pois, por política, inspirar aos hebreus aversão a todos os costumes que pudessem ter semelhanças e pontos de contacto com o inimigo. "

A lei civil contemporânea pune todos os abusos que Moisés tinha em vista reprimir.As leis se modificam com o tempo, e a ninguém ocorre que possamos ser governados pelos mesmos meios por que o eram os judeus no deserto Se os que clamam injustamente acusam o Espiritismo se aprofundassem mais no sentido das palavras bíblicas, reconheceriam que nada existe de análogo, nos seus princípios, em relação ao que se passava entre os hebreus. O Espiritismo apóia tudo o que motivou a proibição de Moisés, o abuso, o uso indevido a insistência na prática da magia e do comércio. 

Nas outras formas de crença inclusive m não há como negar a realidade das manifestações. Como explicar a evocação de Espíritos conhecidos, por exemplo, os dos "Santos" famosos? Ou não serão eles Espíritos que habitaram corpos de carne quando viveram entre nós? E o afastamento dos Espíritos Inferiores através da prática de expulsão? 

A doutrina ensinada pelos Espíritos nada tem de novo; seus fragmentos são encontrados na maior parte dos filósofos da Índia, do Egito e da Grécia, e se completam nos ensinos de Jesus Cristo(9).O que há de novo é a explicação lógica dos fatos, o conhecimento mais completo da natureza dos Espíritos, de sua missão e de seu modo de agir; a revelação do nosso estado futuro e, enfim, a constituição dele num corpo científico e doutrinário em suas múltiplas aplicações. Que objetivam a educação do homem, através de testemunhos espirituais visando sua evolução.

Laurelucia Orive Lunardi
Abril / 2005
 
Bibliografia:
1. Kardec, Allan, " Céu e Inferno" capitulo XI 2. Dicionário Barsa da Língua Portuguesa -Aurélio 3. Oliveira Martins Mitos Da Religião ( editora MADRAS) 4. Bíblia Sagrada em CD-ROM, Editora Vozes). 5. Aula 898 : Catecismo da Igreja Católica 6. Levi, Eliphas Dogma e Ritual da Alta Magia - [século XIX]. [Trad. Rosabis Camayasar]São Paulo: Ed Pensamento, 1995 7. Kardec, Allan, "O livro dos Espíritos.Introdução, pg 21 Edit. Instituto de Difusão Espírita, 77a Edição, 1974 8. Kardec, Allan, " Céu e Inferno" capitulo X item 9 a 15 9. Kardec, Allan O que é o Espiritismo - Introdução.
 
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