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O Céu e o Inferno  |  Capitulo V     |  05/03/2004
PURGATÓRIO
A palavra "Purgatório" é definida no Novo Dicionário Aurélio como "Lugar de purificação para as almas dos justos antes de admitidas na bem-aventurança; qualquer lugar onde se sofre por algum tempo." O Evangelho não faz menção alguma do Purgatório, que só foi admitido pela Igreja no ano de 593. 
O que a Igreja Católica quer dizer quando usa a palavra "Purgatório"? "Todos que morrem na graça e comunhão com Deus, mas ainda imperfeitamente purificados, têm a garantia da salvação eterna; mas após a morte passam por uma purificação, de forma a obter a santidade necessária para entrar no gozo dos céus. A Igreja dá o nome de Purgatório a essa purificação final..." [Catecismo pg 268, parágrafo #1030, 1031]
O Purgatório é descrito como um lugar de "sofrimento temporário" ,isto é, quem for ao Purgatório, depois de um certo tempo, será recebido nos céus, mas precisará pagar antes por alguns de seus pecados. Na teologia católica romana, a maioria das pessoas acabará entrando nos céus, sendo portanto salvas, fig1


Fig.1:-Pintura realizada por Gustave Dore (1832-1883), como ilustração da Divina Comédia, escrita por Dante. Na concepção do artista o purgatório seria um lugar desolado e triste onde seriam pagos os pecados.

Localizados o céu e o Inferno, as seitas cristãs foram levadas a não admitir para as almas senão duas situações: a felicidade perfeita e o sofrimento absoluto.O Purgatório é uma posição intermediária e passageira, ao sair da qual as almas passam, sem transição, à mansão dos justos. Incontestavelmente um dogma mais racional e mais adequado com a justiça de Deus que o Inferno, porque estabelece penas menos rigorosas e resgatáveis para as faltas de gravidade mediana.
O princípio do Purgatório é, pois, fundado na equidade, porque, comparado à justiça humana, é a detenção temporária que antecede ao juízo e a condenação perpétua. Que julgar de um país que só tivesse a pena de morte para os crimes e os simples delitos? O que seria das almas somente culpadas de ligeiras faltas? Compartilhariam da felicidade dos eleitos, ainda quando imperfeitas? Ou sofreriam o castigo dos maiores criminosos, ainda quando não houvessem feito muito mal, o que não seria nem justo, nem racional.Sem o Purgatório, só há para as almas duas alternativas extremas: a suprema felicidade ou o eterno suplício. Mas, necessariamente, a noção do Purgatório é incompleta, porque apenas conhecendo a penalidade do fogo fizeram dele um Inferno menos tenebroso, visto que as almas aí também ardem, embora em fogo mais brando. Allan Kardec em suas obras mostra que tal situação não compatível com as leis que regem o Universo e não podem ser aceitas como verdade,sendo um dogma de impossível convivência frente a Lei de Progresso. Pela visão do Purgatório as almas que aí se encontram não se livram dele por efeito do seu adiantamento, mas em virtude das preces que se dizem ou que se mandam dizer em sua intenção, não levando nenhum crescimento a estas almas visto que o crédito é de quem fez as preces e não de quem as recebeu. 
Jamais foram determinados e definidos claramente o lugar do Purgatório e a natureza das penas aí sofridas.Em resposta Questão 1.011 "O Livro dos Espíritos" estes respondem que 
"A localização absoluta das regiões das penas e das recompensas só na imaginação do homem existe. Provém da sua tendência a materializar e circunscrever as coisas, cuja essência infinita não lhe é possível compreender. As penas e os gozos são inerentes ao grau de perfeição dos Espíritos. Cada um tira de si mesmo o princípio de sua felicidade ou da sua desgraça. E, como os Espíritos estão por toda parte, não existe um lugar circunscrito ou fechado que possamos chamar de paraíso, Inferno ou Purgatório. Existe o estado moral dos Espíritos"
A Nova Revelação veio auxiliar o homem a compreender a importância do estado moral de cada um, explicando a causa das terrenas misérias da vida, das quais só a pluralidade das existências poderia mostrar-nos a justiça. As misérias humanas decorrem necessariamente das imperfeições da alma, pois se esta fosse perfeita não cometeria faltas nem teria de sofrer-lhe as conseqüências. Assim um homem que na Terra fosse em absoluto sóbrio e moderado em relação a bebida , por exemplo, não padeceria enfermidades oriundas de seus excessos. A pluralidade das existências, a reencarnação leva pelo desenvolvimento do potencial pessoal do Bem a reparar na vida terrena as falhas anteriores em uma vida de provações e lutas desgastando os desequilíbrios anteriores. As vicissitudes que experimenta são, por sua vez, uma correção temporária e uma advertência quanto às imperfeições que lhe cumpre e liminar, a fim de evitar males maiores e progredir libertando-se. São para a alma lições da experiência, rudes às vezes, mas tanto mais proveitosas para o futuro, quanto profundas as impressões que deixam. Essas vicissitudes ocasionam incessantes lutas que lhe desenvolvem as forças, as faculdades intelectivas e morais. Por essas lutas a alma se retempera no bem, triunfando recomeçando progredindo. É, pois, nas sucessivas encarnações que a alma se despoja das suas imperfeições, que se purga, em uma palavra, até que esteja bastante pura para deixar os mundos de expiação como a Terra, onde os homens expiam o passado no presente, em proveito do futuro. O livramento se dá, não por conclusão de tempo nem por alheios méritos, mas pelo próprio merecimento face ao trabalho que consigo realizar. Consoante com estas ações apalavras do Cristo: - A cada um, segundo as suas obras, palavras que resumem integralmente a justiça de Deus.

Laurelucia Orive Lunardi
Maio / 2004
 
Bibliografia:
Allan Kardec "Livro dos Espíritos". Allan Kardec "Céu e Inferno" capitulo IV. Xavier, F.C. "A Caminho da Luz" (História da Civilização à Luz do Espiritismo). Rio de Janeiro, FEB, 1972 Andrade, Jayme - "O Espiritismo e as Igrejas Reformadas", 1a edição, 1993, Ed. Gráf. "ABC do Interior", Conchas - SP;
 
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