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A Gênese  |  Caráter da Revelação Espírita   |  Capitulo I   |  04/11/2002
CARÁTER DA REVELAÇÃO ESPÍRITA XVI
De todo o contexto do estudo que se procedeu  sobre o caráter revelação espírita uma das questões mais importantes propostas  é: Que autoridade tem a revelação espírita, uma vez que emana de seres de limitadas luzes e não infalíveis ?

A objeção assim feita teria razão de ser e até mesmo caráter de ponderação, se essa revelação consistisse apenas no ensino dos Espíritos, se deles exclusivamente a devêssemos receber e houvéssemos de aceitá-la de olhos fechados. Perde, porém, todo o valor desde que o homem concorra para a revelação com o seu raciocínio e o seu critério; desde que os Espíritos se limitam a colocar o homem no caminho das deduções que ele pode tirar da observação dos fatos. Assim, os Espíritos, pelas suas manifestações, nas mais diversas modalidades, fatos que o homem estuda para lhes deduzir a lei, são mais colaboradores seus do que reveladores, no sentido usual do termo. Submetendo-lhes os dizeres ao crivo da razão e ao cadinho da lógica e do bom senso o homem se beneficia dos conhecimentos especiais que os Espíritos dispõem pela posição em que se acham.

O que são os Espíritos senão unicamente as almas dos homens ? Comunicando-nos com eles não saímos fora da Humanidade e esta é uma circunstância capital a considerar-se. Os homens de gênio que foram luminares da Humanidade, vieram do mundo dos Espíritos e para lá voltaram, ao deixarem a Terra. Podendo os Espíritos comunicar-se com os homens por faculdade humana, esses gênios podem dar-lhes instruções sob a forma espiritual como o fizeram sob a forma corpórea. Podem eles, pois, instruir-nos depois de terem morrido, como faziam quando vivos; a única diferença é que são invisíveis,  em vez de serem visíveis. Não devem ser menores do que eram o saber e a experiência que possuem e, se a palavra deles, como homens, tinha autoridade, não na pode ter menos, somente por estarem no mundo dos Espíritos.

Mas nem só os Espíritos superiores se manifestam; fazem-no igualmente os de todas as categorias e era preciso que assim acontecesse  para nos iniciarmos no que respeita ao verdadeiro caráter do mundo dos Espíritos, apresentando-se-nos este, por todas as suas faces. Disso resulta serem mais íntimas as relações entre o mundo invisível e o mundo visível e vemos assim, mais claramente, donde procedemos e para onde iremos. Esse é o objeto essencial das manifestações. Todos os espíritos, pois, qualquer que seja o seu grau de evolução, alguma coisa nos ensinam pois podem nos revelar coisas que ignoramos e que sem eles nunca saberíamos.

Os Espíritos não se manifestam para liberar do estudo e das pesquisas o homem, na para lhes transmitirem, inteiramente pronta, qualquer ciência. Eles o deixam entregue às suas próprias forças com relação aquilo que devem achar por si mesmo. Assim na Terra como no plano invisível há Espíritos superiores e vulgares; muitos pois há que científica e filosoficamente sabem menos do que certos homens; eles dizem o que sabem. Do mesmo modo que os homens os Espíritos mais adiantados podem dar-nos opiniões mais judiciosas  e instruções sobre maior porção de coisas que os atrasados. Pedir o homem conselhos não é entrar em entendimento com potência sobrenaturais; é tratar com seus iguais, com aqueles mesmos a quem ele se dirigia neste mundo; a seus parentes, seus amigos, ou a indivíduos mais esclarecidos do que ele. Disto é que importa se convençam todos e é o que ignoram os que sem estudar o Espiritismo, fazem idéia completamente falsa da natureza do mundo dos Espíritos e das relações com o além-túmulo.

Qual, então, a utilidade dessas manifestações, dessa revelação, uma vez que os Espíritos não sabem mais que nós, ou não dizem tudo o que sabem?

Primeiramente eles se abstêm de nos dar o que podemos adquirir pelo trabalho. Em segundo lugar há coisas que não nos podem ser reveladas devido ao nosso grau de nosso adiantamento, que não as comporta, ainda. Alem disso, as condições da nova existência em que se acham lhes aumentam as percepções: eles vêem o que não viam na Terra; libertos dos entraves da matéria, isentos dos cuidados da vida corpórea, apreciam as coisas de um ponto de vista mais elevado e, por conseqüência, mais são; a perspicácia de que gozam abrange mais vasto horizonte, compreendem seus erros, retificam suas idéias e se desembaraçam dos prejuízos humanos.

É nisto que consiste a superioridade dos espíritos com relação à humanidade corpórea e daí vem a possibilidade de serem seus conselhos, segundo o grau de adiantamento que alcançaram, mais judiciosos e desinteressados que os dos encarnados.
Até o presente o homem apenas formulara hipóteses sobre o seu porvir; tal a razão porque suas crenças a esse respeito se fracionaram em tão numerosos e divergentes sistemas, desde o nadismo até as concepções fantásticas do inferno e do paraíso. Hoje são as testemunhas oculares, os próprios atores da vida de além-túmulo  que nos vêm dizer em que se tornaram e só eles o podiam fazer.

Mas outros resultados fecundam essa revelação. Achando madura a Humanidade para penetrar o mistério do seu destino e contemplar, a sangue frio, novas maravilhas, permitiu Deus fosse erguido o véu que ocultava o mundo invisível ao mundo visível. Nada têm de extra humanas as manifestações; é a humanidade espiritual que vem conversar com a humanidade corporal e dizer-lhe:

“Nós existimos, logo o nada não existe; eis o que somos e o que sereis; o futuro vos pertence, como a nós pertence. Caminhais nas trevas, vimos clarear-vos o caminho e traçar-vos o roteiro; andais ao acaso, vos apontar-vos a meta. A vida terrena era para vós tudo, porque não víeis além dela; vimos dizer-vos, mostrando a vida espiritual: a via terrestre nada é. A vossa visão se detinha no túmulo, nós vos desvendamos para lá deste um esplêndido horizonte. Não sabíeis porque sofreis na Terra; agora, no sofrimento, vedes a justiça de Deus. O bem nenhum fruto aparente produzia para o futuro. Doravante terá ele uma finalidade e constituirá uma necessidade.; a fraternidade não que não passava de uma bela teoria, assenta agora numa lei da Natureza. Sob o domínio da crença de que tudo acaba com a vida, a imensidade é o vazio, o egoísmo reina soberano entre vós e a vossa palavra de ordem é: cada um por si. Com a certeza do porvir, os espaços infinitos se povoam ao infinito, em parte alguma há o vazio e a solidão; a solidariedade liga todos os seres, aquém e além da tumba. É o reino da caridade, sob a divisa: Um por todos e todos por um. Em fim, a termo da vida dizeis eterno adeus aos que vos são caros; agora dir-lhes-eis: Até breve!”

A revelação nova veio encher o vácuo que a incredulidade cavara; levantar os ânimos abatidos pela dúvida ou pela perspectiva do nada e imprimir a todas as coisas uma razão de ser. Carecerá de importância esse resultado, apenas porque os Espíritos não vêm resolver os problemas da Ciência, dar saber aos ignorantes e aos preguiçosos meios de se enriquecerem sem trabalho? Nem só, entretanto, à vida futura dizem respeito os frutos que o homem deve colher da revelação. Ele os saboreará na Terra, pela transformação que estas novas crenças hão de necessariamente operar no seu caráter, nos seus gostos, nas suas tendências e, por conseguinte, nos hábitos e nas relações sociais. Pondo fim ao reino do egoísmo, do orgulho e da incredulidade, elas preparam o do bem, que é o do reino de Deus, anunciado pelo Cristo.

Denizart Castaldeli
Novembro / 2002
 
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