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O Evangelho Segundo o Espiritismo  |  Não pôr a candeia debaixo do alqueire   |  Capítulo XXIV   |  12/04/2018
PORQUE FALA JESUS POR PARÁBOLAS - ITEM 3 A 7

203 - O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO - ALLAN KARDEC

CAPÍTULO XXIV: NÃO PÔR A CANDEIA DEBAIXO DO ALQUEIRE

ITENS 3 A 7: PORQUE FALA JESUS POR PARÁBOLAS

 

E chegando-se a ele os discípulos lhe disseram: por que razão lhes fala tu por parábolas? Ele, respondendo, lhes disse: Porque a vós outros, vos é dado saber os mistérios do Reino dos Céus, mas a eles não lhes é concedido porque ao que tem, se lhe dará, e terá em abundância; mas ao que não tem, até o que tem lhe será tirado. Por isso é que eu lhes falo em parábolas; porque eles vendo, não veem, e ouvindo não ouvem, nem entendem. De sorte que neles se cumpre a profecia de Isaías, que diz: Vós ouvireis com os ouvidos, e não entendereis; e vereis com os olhos, e não vereis. Porque o coração deste povo se fez pesado, e os seus ouvidos se fizeram tardos, e eles fecharam os seus olhos; para não suceder que vejam com os olhos, e ouçam com os ouvidos, e entendam no coração, e se convertam, e eu os sare.” (Mateus, XIII: 10 a 15.)

 

Este texto já foi estudado no estudo número 173 do capítulo XVIII, itens 13 a 15.

Allan Kardec o citou novamente nesse capítulo, junto com os textos de Marcos e de Lucas sobre a candeia debaixo do alqueire, para que novos raciocínios fossem efetuados, na comparação dos mesmos.

Por isso, ele inicia seu estudo, dizendo do aparente paradoxo entre não colocar a luz debaixo do alqueire e o próprio Jesus ensinar muitas coisas sob a forma de parábola, em que o ensino é dado de forma indireta, precisando ser descoberto.

Como já vimos anteriormente, Jesus sabia que poucos estavam em condições espirituais de entender seus ensinamentos, mas sabia que aquele era o momento de trazer seus ensinos, pela situação transitória de evolução que estava se processando no mundo de então.

O paganismo já em decadência era estimulado e mantido para manter os privilégios e o domínio dos poderosos sobre os povos.

Jesus veio no seio do único povo que mantivera a crença em um Deus único, onde encontraria pessoas que o seguiriam, sabendo que seus ensinos dali se espalhariam para os demais, como de fato aconteceu.

Por isso, ele responde aos seus discípulos que falava ao povo através de parábolas, e a eles dava maiores explicações. “porque eles (os demais) não estão em condições de compreender certas coisas; eles veem, olham, ouvem, e não compreendem; assim, dizer-lhes tudo, ao menos agora, seria inútil; mas a vós o digo porque já vos é dado compreender esses mistérios”, conforme Kardec, com seu bom senso, interpreta as palavras de Jesus.

Jesus demonstra assim, porque é considerado O Mestre Maior, ensinando conforme a capacidade intelectual de seus alunos, através de métodos adequados.

Por isso, “Ao que tem se lhe dará e terá em abundância.”

Aos que tinham amadurecimento intelectual e moral, que estavam mais preparados, deu-lhes mais, aos que tinham menos bagagem espiritual, deixou as alegorias simples, fáceis de guardar, cujos ensinos seriam desvelados na medida do desenvolvimento espiritual de cada um.

Todo ensinamento deve ser proporcional à inteligência de quem o recebe” “e há pessoas que uma luz muito viva pode ofuscar.”

Assim como a sementeira fora da época não produz, as verdades físicas e morais vão surgindo segundo o desenvolvimento espiritual dos homens, os quais, já preparados, buscam descobrir. Usam da inteligência e sensibilidade, em pesquisas, observações e experimentações, e as descobrem.

É então que não se deve pôr a candeia debaixo do alqueire, pois, sem a luz da razão, a fé se enfraquece.”

Não seguem esse ensino de Jesus, colocando a luz sob o candeeiro, os que escondem a verdade para manter seus privilégios e o domínio sobre seus adeptos.

Ao lado das parábolas, Jesus deixou bem claro que a caridade, a humildade, o amor ao próximo, constituem a condição essencial para a conquista do Reino de Deus, que se traduz na paz e felicidade dos seus filhos, e esse conhecimento, a essência de sua doutrina, está ao alcance de todos, independentemente, da filosofia e da religião seguida. É nessa regra de conduta que todos os homens podem igualar-se, irmanar-se e serem felizes.

 

Com o avanço da inteligência e da ciência, que ninguém pode impedir, muitos se afastaram da fé religiosa, o que Jesus também sabia que iria acontecer, como demonstram suas palavras de enviar outro Consolador, que viria lembrar o que ele havia dito e ensinar novas coisas.

 

Assim, o espiritismo veio no século XIX, retirar o véu dos ensinos não entendidos, ou mal interpretados, ou esquecidos, demonstrando a realidade do mundo espiritual, suas leis, seus habitantes, esclarecendo ensinos ditos por Jesus, de forma velada ou indireta, fazendo a ligação da religião com a ciência.

 

Mas o faz, também, com prudência, com revelações espirituais, aprofundando pontos da doutrina, na medida da ampliação do entendimento das coisas espirituais dos homens, que “exige um certo grau de sensibilidade, que podemos chamar de maturidade do senso moral, maturidade essa independente da idade e do grau de instrução, porque é inerente ao desenvolvimento, num sentido especial, do espírito encarnado.” *

Assim, o Espiritismo não coloca a candeia debaixo do alqueire, não possui mistérios reservados aos privilegiados, mas os Espíritos “dão a cada ideia o tempo de amadurecer, e se propagar, antes de apresentarem outra, e aos acontecimentos, o tempo de lhes preparar a aceitação.

 

*- Kardec, Allan: O Evangelho Segundo o Espiritismo, cap. XVII, item 4, 3º parágrafo.

 

Leda de Almeida Rezende Ebner – Abril  / 2018

 

O CENTRO ESPÍRITA BATUIRA esclarece que permanece divulgando os estudos elaborados pela Sra Leda de Almeida Rezende Ebner, após o seu desencarne, com a devida AUTORIZAÇÃO da família e por ter recebido a DOAÇÃO DE DIREITOS AUTORAIS, conforme registros em livros de Atas das reuniões de diretoria deste Centro.

 

 
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