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O Livro dos Espíritos  |  Livro Segundo: Mundo Espírita ou dos Espíritos     |  12/03/2014
ORIGEM E NATUREZA DOS ESPÍRITOS - 76 A 83
Contendo os princípios da Doutrina Espírita sobre a imortalidade da alma, a natureza dos Espíritos e suas relações com os homens, as leis morais, a vida presente, a vida futura e o porvir da Humanidade (Segundo o ensinamento dos Espíritos superiores, através de diversos médiuns, recebidos e ordenados por Allan Kardec)

LIVRO SEGUNDO

“MUNDO ESPÍRITA OU DOS ESPÍRITOS”

CAPÍTULO I – DOS ESPÍRITOS


   QUESTÕES DE 76 A 131
I – Origem e Natureza dos Espíritos – 76 A 83
II – Mundo Normal e Primitivo – 84 A 87
III – Forma e Ubiquidade dos Espíritos – 88 A 92ª
IV – Perispírito – 93 A 95
V – Diferentes ordens dos Espíritos – 96 A 99
VI – Escala Espírita – 100 A 113
VII – Progressão dos Espíritos – 114 A 127
VIII - Anjos e Demônios – 128 A 131

                    II - Nas reflexões a seguir, vão se desenvolver várias questões:
                   76 – Como podemos definir os Espíritos?
                   77 – OS Espíritos são seres distintos da Divindade ou não seriam mais que emanações ou porções da Divindade, por essa razão chamados filhos de Deus?
                   78 – Os Espíritos tiveram princípio ou existem de toda eternidade, como Deus?
                  79 - Uma vez que há dois elementos gerais no Universo: o inteligente e o material, poderíamos dizer que os Espíritos são formados do elemento inteligente, como os corpos são formados do material?
                  80 – A criação dos Espíritos é permanente ou verificou-se apenas na origem dos tempos?
                  81 – Os Espíritos se formam espontaneamente ou procedem uns dos outros?
                 82 – É certo dizer que os Espíritos são imateriais?
                  83 – Os Espíritos terão fim? Compreende-se que o princípio de que eles emanam seja eterno, mas o que perguntamos é se a sua individualidade terá um termo e se, num dado tempo, mais ou menos longo, o elemento de que são formados não se desagregará e não retornará à massa de que saíram como acontece com os corpos materiais. É difícil compreender que uma coisa que teve começo não tenha fim.
          Para adentrarmos a essas questões é necessário conhecermos as relações dos antigos ou dos primeiros cristãos com o que entendiam por Espírito.
          Na linguagem filosófica da Grécia ─ daimon ─ demônio era o correspondente de Espírito ou gênio, entidades intermediárias entre os deuses e os mortais. Acreditavam os gregos que cada pessoa tem um daimon pessoal, um protetor que o inspira.
          O filósofo Sócrates, segundo testemunham seus discípulos Xenofonte e Platão, diz seguir a orientação de seu daimon ou demônio.
          Em vários momentos, ao expor seu pensamento referia-se a esse amigo com quem mantinha natural convivência.
          Na “Apologia” explica como formulou a argumentação com a qual se defendeu da acusação de impiedade. Em meio a seu discurso diz: “Por duas vezes tentei preparar uma apologia; contudo a isso se opôs meu demônio”...
          Daimon, demônio, gênio, crença generalizada (depois de Alexandre) neste povo recebia homenagens através de libações (o equivalente a se derramar um pouco de bebida “para o santo”).  Ao se beber vinho, uma porção era oferecida ao daimon. A forma cerimonial acontecia no santuário de Dionísio. Platão dá a Deus o nome de “demônio onipotente”. Daimon, portanto, não era um deus e sim um Espírito.
          Essa crença parece ter se tornado generalizada e importante na época helenística*, momento em que os daimons  aparecem divididos entre bons e maus.
          Na Bíblia, o termo, segundo as crenças judaicas e outras culturas do Oriente Médio, referia-se exclusivamente aos maus espíritos que, segundo eles, possuíam vítima humanas e animais, provocando doenças, loucura, e deviam ser expulsos por meio de exorcismos. Com a constância dessa prática, a palavra acabou associada exclusivamente a espíritos malignos.
  *Época helenística
          O Cristianismo adotou em parte esses termos, porém lhes modificou o sentido. Aos bons demônios deu o nome de anjos e os maus se tornaram demônios sem nenhuma adjetivação. A palavra Espírito (pneuma) ficou sendo expressão usada para designar uma inteligência privada de corpo carnal.
           Essa palavra pneuma, São Gerônimo traduziu como spiritus reconhecendo com os evangelistas que há bons e maus espíritos. A ideia de divinizar o Espírito vai surgir a partir do século II.
          Por que essa volta ao passado?
          Para que se atente não ser tanto a palavra como seu significado, inovação, criação do pensamento espírita. Naquele tempo todo um viver empírico, sem a avaliação da razão, do conhecimento, e detalhes outros que abriram caminho para criação, implantação dos medos, cerimônias propiciatórias, rituais, barganhas e promessas.
       A civilização grega atinge seu apogeu ao final do século V, prolongado até final do século I a C. “Falar grego”, “viver como os gregos” vai configurar o que se convencionou chamar de época helenística, período da História que inclui Grécia e Oriente Médio, compreendido entre a morte de Alexandre em 323 a C e a anexação da península grega e ilhas por Roma em 1466 a C. Alexandre realiza seu sonho de difusão e expansão da cultura grega impondo-a em todas as terras conquistadas. Durante o helenismo foram fundadas cidades como Alexandria e Antioquia. A Ciência teve o primeiro e grande desenvolvimento não ultrapassado durante séculos. Destacam-se: Herófito, o fundador da Anatomia. Fez estudos no campo da Frenologia. Descreveu o duodeno, pâncreas e próstata. Descobriu o ritmo do pulso apresentando lei matemática para a sístole e diástole. Erasístrato, o iniciador da Fisiologia salienta-se pelos estudos sobre os vasos sanguíneos, circulação do sangue e descrição dos pulmões. Na Matemática, Euclides e Arquimedes. Na Astronomia, Aristarco e o heliocentrismo. Hiparco define o ano solar em 365 dias, 5 h, 55 min 12 seg com pequena margem de erro corrigida mais tarde; Eratóstenes descrevendo a Via Láctea. A Arte apresentando técnicas e inovações, o arco, a abóboda. A pintura inova começando a representar paisagens. Acresçam-se as escolas filosóficas, a literatura, poesia e teatro.

Leda Marques Bighetti
março/2014
 
Bibliografia:
Spinelli, Miguel, “Helenização e Recriação de Sentidos”. A Filosofia na Época de Expansão do Cristianismo. Séculos I, II, III e IV, Porto Alegre/ Edipucrs, 2003.

 
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